Baculovírus integram um dos quatro principais grupos de agentes usados no controle de insetos, segundo pesquisador da UnB

Produtos com diferentes formulações e validade integram estratégia de controle da Spodoptera frugiperda, praga que afeta plantações
O uso de vírus no controle biológico de lagartas cresce entre produtores agrícolas brasileiros. Os produtos disponíveis apresentam diferentes formulações, validade e características de ação, com enfoque principal na Spodoptera frugiperda, uma das pragas mais prejudiciais às lavouras.
Segundo levantamento de Gabriel Medina, professor da Universidade de Brasília, os baculovírus integram um dos quatro principais grupos de agentes utilizados no controle biológico de insetos. Os outros três grupos são compostos por bactérias, fungos entomopatogênicos e macro-organismos.
A adoção de vírus como ferramenta de manejo representa uma alternativa aos inseticidas químicos convencionais. O método busca equilibrar a produção agrícola com a preservação do ecossistema e a redução de resíduos químicos nas culturas.
Os baculovírus atuam especificamente sobre determinadas espécies de insetos, o que reduz o impacto sobre organismos não-alvo. A eficácia desses agentes biológicos depende de fatores como temperatura, umidade e estágio de desenvolvimento da praga no momento da aplicação.
O mercado de controle biológico apresenta expansão nos últimos anos, impulsionado pela demanda por práticas mais sustentáveis. Produtores de diferentes regiões do país incorporam essas tecnologias em seus sistemas de manejo integrado de pragas, combinando métodos biológicos com outras estratégias de controle.





