Decisão foi previamente combinada com o ministro relator André Mendonça, segundo apuração

Mendonça, Moraes e Fachin — Foto: Reprodução
Presidente do STF Edson Fachin determinou na noite desta quinta-feira (10) a retirada do sigilo das investigações do caso Master.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou na noite de quinta-feira (10) a retirada do sigilo das investigações do caso Master. A decisão foi previamente combinada com o ministro relator do caso, André Mendonça, conforme apuração.
A avaliação era de que o que havia de mais importante sobre o caso já estava público. O foco, com a decisão tomada, é que se tenha conhecimento do que é relacionado ao ministro Alexandre Moraes, a ser analisado pelo plenário da Corte no julgamento de terça-feira (15).
Fachin convocou o plenário para discutir o relatório da Polícia Federal (PF) que apontou uma suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro, que comandava o Master.
Na tarde de quinta-feira, o presidente da Corte passou a tarde em consultas internas. Fachin recebeu seis ministros no gabinete da Presidência e, entre análise de cenários para estancar a crise sem precedentes, também ouviu impressões sobre o rito para a sessão de terça.
A expectativa para a próxima semana envolve o que os ministros do STF farão com o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para anular o material do caso Master cujo sigilo foi levantado por André Mendonça.
Segundo apuração, há uma articulação nos bastidores de ministros ligados a Alexandre de Moraes para que essa discussão ocorra em sessão fechada.
O julgamento do plenário está marcado para terça-feira (15).





