Esmagamento abaixo do esperado nos EUA e demanda externa aquecida puxam subprodutos, mas recuo nos prêmios limita ganhos no Brasil

Preços da soja saltam dois dígitos em Chicago impulsionados pelo aperto na oferta de farelo e alta do petróleo, embora prêmios em queda limitem ganhos no mercado brasileiro.
Os preços da soja saltaram dois dígitos nas cotações de Chicago nesta terça-feira (16), impulsionados pela força do farelo e pela disparada do petróleo no mercado internacional.
O movimento foi motivado pelo aperto na oferta de farelo, segundo informações de mercado. O esmagamento nos Estados Unidos operou abaixo do esperado, reduzindo a disponibilidade do subproduto.
A demanda externa aquecida também contribuiu para os ganhos. Os subprodutos lideraram os avanços nas negociações, com o farelo se destacando entre as commodities agrícolas.
A disparada do petróleo forneceu combustível adicional para a alta dos preços. A valorização do crude afeta indiretamente as cotações agrícolas, influenciando custos de produção e demanda por biocombustíveis.
No entanto, o cenário no mercado brasileiro permanece contido. O recuo nos prêmios praticados sobre as cotações internacionais trava as altas nos preços da soja domésticos, limitando o repasse da valorização para o produtor nacional.
Os prêmios em queda refletem a dinâmica entre oferta e demanda no mercado local, onde a concorrência e a disponibilidade de produto controlam as margens praticadas pelas empresas de comércio e processamento.
O movimento coloca em foco a volatilidade do mercado de grãos, afetado simultaneamente por fatores de oferta doméstica, demanda internacional e preços das commodities energéticas. Produtores seguem acompanhando as oscilações nas cotações para definir estratégias de comercialização.





