Presidente do banco central americano teme que rede de empresas e contratos no segmento forme ecossistema sistêmico de risco

Presidente do Federal Reserve de Kansas City questiona se expansão da IA e centros de dados pode gerar risco sistêmico à economia
O presidente do Federal Reserve de Kansas City, Jeff Schmid, afirmou nesta quinta-feira (25) que o banco central americano deve investigar se o setor de inteligência artificial está se tornando grande demais para falir.
Em avaliação divulgada em Washington, Schmid indicou que a expansão da IA e dos centros de dados pode criar um ecossistema de risco sistêmico, similar ao das instituições financeiras durante a crise de 2007 a 2009.
“Para realmente sintetizarmos o que está acontecendo na IA e na expansão dos centros de dados, precisamos nos perguntar se estamos caminhando para um ecossistema de IA ‘grande demais para falir'”, disse Schmid, referindo-se à necessidade de resgate público de grandes instituições financeiras durante a crise anterior.
O termo “grande demais para falir” descreve instituições cuja falência causaria danos generalizados à economia, justificando intervenção governamental. No contexto da crise de 2007 a 2009, diversos bancos e instituições de crédito receberam injeção de recursos públicos para evitar colapso econômico generalizado.
Schmid também expressou dúvidas sobre a transparência no setor emergente de IA. “Fica-se um pouco preocupado em saber como entender o que há por dentro… Será que há algo sistêmico?”, questionou o dirigente do Fed.
O posicionamento do presidente de Kansas City reflete crescente atenção de autoridades regulatórias americanas sobre concentração de poder econômico no segmento de inteligência artificial, que tem atraído investimentos bilionários e expandido rapidamente nos últimos anos.






