Candidato do PSD na quarta colocação foi praticamente ignorado pelos adversários na Rede Globo, mas focou ataques ao senador Republicanos.

Mateus Simões (PSD) foi esquecido pelos adversários no debate de terça-feira e atacou Cleitinho com denúncias graves contra seus aliados.
Mateus Simões (PSD) foi praticamente esquecido pelos candidatos rivais durante o debate para governo de Minas Gerais realizado na Rede Globo nesta terça-feira (29). Segundo pesquisas de intenção de votos dos principais institutos, o candidato figura na quarta colocação.
Ao contrário da dinâmica comum em debates onde o candidato à reeleição é o alvo principal dos concorrentes, a estratégia de Simões focou em atacar o senador Cleitinho (Republicanos) com denúncias graves contra seus aliados. O pessedista também tentou desconstruir Patrus Ananias (PT), que aparece na segunda colocação nas pesquisas.
Cleitinho figura isolado em primeiro lugar nos levantamentos de intenção de votos. Apesar dessa posição, acabou sendo pouco alvo de perguntas durante o enfrentamento. A artilharia dos candidatos foi dividida, com cobranças mais duras direcionadas a Alexandre Kalil (PDT), ex-prefeito de Belo Horizonte.
Gabriel Azevedo (MDB), ex-presidente da Câmara Municipal de BH, adotou estratégia de encurralar candidatos com perguntas sequenciais sobre temas específicos. O ex-vereador questionou Kalil sobre o número de presídios no estado. Kalil respondeu primeiro 35, depois revisou a resposta para 85, e Gabriel afirmou serem aproximadamente 200.
O objetivo da pergunta era demonstrar falta de domínio de dados sobre segurança pública, objetivo que Gabriel conseguiu atingir. O ex-vereador aplicou tática similar com Patrus Ananias, questionando-o sobre o motivo de a campanha petista ter pedido na Justiça a retirada de material de Gabriel que falava sobre a “Escola Plural”.
O modelo implementado por Kalil em Belo Horizonte extinguiu a reprovação escolar, mesmo quando o desempenho do aluno era insuficiente para aprovação. Com as perguntas sequenciais, Gabriel afirmou: “Se o senhor for para o segundo turno, é um passo para Cleitinho virar governador”.
Cobrado pelos adversários sobre controvérsias do ex-governador Fernando Pimentel (PT), chamado de mentiroso por Simões, Patrus acabou desestabilizado. Durante o debate, o candidato do PT citou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apenas na abertura do enfrentamento.
O debate apresentou Patrus Ananias como único candidato com chances reais de chegar ao segundo turno contra Cleitinho, de acordo com o retrato do momento fornecido pelas pesquisas de intenção de votos dos principais institutos de pesquisa.







