Etanol de milho atinge um terço da produção brasileira em 2027/28

Consultoria StoneX projeta participação de 33,6% dois anos antes do previsto, com capacidade industrial crescendo 29,7%

Etanol de milho atinge um terço da produção brasileira em 2027/28
Evolução será acompanhada por forte crescimento da capacidade industrial

Etanol de milho deve alcançar 33,6% da produção brasileira em 2027/28, ante atual 27%, segundo estimativa da consultoria StoneX.

O etanol de milho deve alcançar uma participação de um terço da produção brasileira na safra 2027/28, dois anos antes da projeção inicial. De acordo com estimativa da consultoria StoneX, a participação deve passar dos atuais 27% para 33,6% naquele período.

A evolução será acompanhada por forte crescimento da capacidade industrial. A produção de etanol de milho deve atingir 13,6 bilhões de litros em 2027/28, alta de 29,7% sobre a temporada anterior, segundo a consultoria.

O movimento evidencia a transformação do milho em uma plataforma industrial capaz de gerar múltiplos produtos além do combustível. Um dos principais exemplos é a Inpasa, que é o segundo maior grupo produtor de etanol do mundo. A companhia produziu 6,7 bilhões de litros de etanol em 2026, com projeção de 8,6 bilhões de litros em 2027.

No mesmo período, o processamento de grãos deve passar de 15 milhões para 19 milhões de toneladas. O modelo da empresa combina etanol anidro, hidratado e neutro com coprodutos como DDGS, óleo técnico de milho, além de energia elétrica.

A plataforma processa milho, sorgo e biomassa, transformando diferentes frações das matérias-primas em combustíveis, ingredientes para nutrição animal e insumos industriais. Entre os principais coprodutos está o FortiPro DDGS, obtido durante a fabricação do etanol de milho. Rico em proteína, energia e fibra digestível, o ingrediente é destinado à alimentação de bovinos, suínos e aves.

A Inpasa projeta produção de 3,5 milhões de toneladas de DDGS para o período, refletindo a integração produtiva que caracteriza o modelo “farm, food, fuel” de geração de valor a partir de uma única matéria-prima.