Ministro do STF cita série de ataques entre março e setembro em todo o país contra santos católicos e orixás da Umbanda

A Polícia Federal decidiu abrir inquérito sobre ataques a imagens religiosas após pedido do ministro Flávio Dino, do STF.
A Polícia Federal decidiu abrir inquérito sobre ataques a imagens religiosas nesta quarta-feira (30) à tarde. A decisão ocorre após análise inicial da corporação encontrar elementos para o caso, conforme pedido do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal.
O ministro Flávio Dino cita uma série de notícias entre março e setembro de 2026 que, segundo ele, demonstram uma “onda de ataques” contra imagens religiosas por todo o país. Há relatos de vandalismo e quebra de representações de diferentes santos católicos e de orixás da Umbanda.
Segundo o ministro, as notícias mostram indícios de crimes variados. “Ultraje a culto”, preconceito religioso, violência contra práticas religiosas, ameaça, furto, dano, incêndio e violação de domicílio são apontados como possíveis delitos relacionados aos ataques.
Dino determinou que o caso seja enviado para a Procuradoria-Geral da República e para a PF de forma que os órgãos iniciem a instauração de um inquérito policial. O ministro afirma que a atuação da Polícia Federal se faz necessária por causa da “repercussão interestadual” dos ataques e a necessidade de uma “repressão uniforme”.
Inquéritos abertos por determinação de ministros do STF seguem o protocolo de investigação padrão da PF, com análise de documentos, possíveis oitivas de testemunhas e coleta de provas. A Procuradoria-Geral da República, como órgão responsável pela ação penal pública, acompanha a investigação e pode oferecer denúncia ao fim do inquérito caso haja elementos suficientes.
A decisão de Flávio Dino ocorre no mesmo dia em que o Tribunal Superior Eleitoral começou a analisar se mantém a determinação do ministro André Mendonça sobre remoção de publicações contendo informação falsa de que Flávio Bolsonaro (PL) ou familiares teriam articulado a retirada do título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.
Não há prazo estabelecido para conclusão do inquérito. Após o término das investigações, a Procuradoria-Geral da República decidirá sobre possível oferta de denúncia aos órgãos competentes.







