Ação nesta sexta-feira visou deputado estadual do PL dois dias antes das eleições de 2026

A Polícia Federal realizou operação nesta sexta-feira, 2 de outubro, em agência do Itaú dentro da Assembleia Legislativa do Paraná, visando um deputado estadual do PL.
A Polícia Federal realizou operação nesta sexta-feira, 2 de outubro, em uma agência do banco Itaú instalada dentro da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), em Curitiba, visando um deputado estadual do PL.
Segundo informações recebidas pelo Blog do Esmael Morais, que ainda aguarda confirmação oficial da PF, a ação ocorre a dois dias do primeiro turno das eleições de 2026, marcado para 4 de outubro. O parlamentar é identificado como apoiador de Sergio Moro, Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo).
De acordo com o relato recebido, a operação teria envolvido uma mala de dinheiro. Porém, não há confirmação sobre o valor, a origem ou o destino dos recursos, a natureza da investigação e os mandados cumpridos. Também não está claro se o deputado foi alvo de busca e apreensão, se era titular da conta ou do cofre mencionado ou se acompanhou a diligência.
Operação policial não equivale a condenação, e a presença de dinheiro em espécie, por si só, não configura crime. A responsabilidade de cada envolvido só pode ser definida pelas apurações e, se for o caso, pela Justiça.
O local da operação, contudo, possui peso político. Uma agência bancária funciona dentro da sede do Legislativo estadual, onde circulam deputados, assessores e servidores. Qualquer diligência da PF nesse espaço tende a gerar questionamentos sobre a origem dos recursos e eventual ligação com mandato, gabinete ou atividade política.
O caso atinge um grupo que construiu parte do discurso político no Paraná sobre combate à corrupção e moralidade pública. Se o vínculo do deputado com Moro, Deltan e Filipe Barros se confirmar, o episódio pode produzir desgaste para esse campo na reta final da eleição.
Até o momento, não há manifestação pública do parlamentar, do PL, de Moro, de Filipe Barros ou de Deltan Dallagnol. A Alep e o Itaú também não se manifestaram. A matéria segue em desenvolvimento e será atualizada com a resposta da PF e a identificação do deputado.







