Moeda norte-americana operou com variação negativa de 0,13% nesta sexta-feira, a R$5,2173, influenciada por dados fracos do mercado de trabalho dos EUA

O dólar fechou sexta-feira com variação de -0,13% ante o real, a R$5,2173, movido pela queda da moeda norte-americana no exterior e cautela eleitoral
O dólar à vista encerrou a sexta-feira com variação negativa de 0,13%, cotado a R$5,2173, influenciado pela queda da moeda norte-americana no exterior e pela cautela que precede o primeiro turno eleitoral no Brasil, segundo a Reuters.
Na semana, a divisa acumulou alta de 0,65% e, no ano, apresenta queda de 4,95%. O dólar futuro para novembro, mais negociado na B3, cedia 0,34%, aos R$5,2425.
Os Estados Unidos informaram a criação de 29 mil postos de trabalho em setembro, volume bem menor que os 90 mil projetados por economistas em pesquisa da Reuters. A taxa de desemprego ficou em 4,2%, ante projeção de 4,1%.
Logo após a divulgação dos números, o dólar perdeu força ante a maioria das demais divisas, incluindo o real, e os rendimentos dos Treasuries despencaram. Profissionais consultados pela Reuters avaliaram que o resultado do relatório payroll reforça a possibilidade de manutenção de juros pelo Federal Reserve neste mês.
Às 10h01, após o payroll, o dólar à vista atingiu a mínima de R$5,1999, recuo de 0,46%.
O cenário mudou no Brasil ainda pela manhã, com o dólar se reaproximando da estabilidade em meio à disputa pelo Planalto. Investidores reagiram, na última sessão antes das eleições de domingo, à nova pesquisa do Datafolha, divulgada na noite de quinta-feira, e ao cancelamento do debate presidencial da TV Globo.
Segundo pesquisa do Datafolha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 48% das intenções de voto em eventual segundo turno, contra 45% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Os dois seguem tecnicamente empatados, já que a margem de erro é de dois pontos percentuais, mas Lula aumentou sua vantagem numérica para 3 pontos. No levantamento anterior, o presidente tinha 47% e o senador somava 45%.
Profissionais ouvidos pela Reuters ponderaram que o noticiário político da noite de quinta-feira foi desfavorável para Flávio Bolsonaro, preferido do mercado financeiro. No cenário de primeiro turno, conforme o Datafolha, Lula tem 42% e Flávio soma 38%. Na terceira colocação está Augusto Cury (Avante), com 4%.






