Fachin marca reunião com PF para receber nomes de ministros citados em caso Master

Presidente do STF agendou encontro para 13 de outubro após ofício enviado à polícia em 2 de outubro

Fachin marca reunião com PF para receber nomes de ministros citados em caso Master
Edson Fachin, presidente do STF, marcou reunião com diretor da PF para 13 de outubro Foto: Esmael Morais

Presidente do STF Edson Fachin agendou para 13 de outubro encontro com diretor-geral da PF Andrei Rodrigues para receber formalmente informações sobre ministros mencionados em investigação.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, marcou para 13 de outubro uma reunião com o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, para receber formalmente informações sobre ministros mencionados em conversas relacionadas à investigação do Banco Master.

Segundo a Agência Brasil, Fachin enviou um ofício à PF em 2 de outubro. O documento estabelece que os encaminhamentos ocorrerão após a apresentação integral dos fatos à presidência do tribunal, “sem exceção de pessoa”.

A reunião cria uma etapa institucional definida para o tratamento das referências a integrantes da Corte. A PF deverá apresentar os nomes mencionados no material investigado, permitindo que a presidência receba as informações formalmente.

Uma menção em conversa apreendida pode exigir esclarecimento, mas não comprova participação em irregularidade. É necessário distinguir pessoas citadas, pessoas investigadas e eventual responsabilização. Esses estágios não podem ser tratados como equivalentes no tratamento do caso.

O conflito institucional está no modo como o tribunal receberá e encaminhará informações que envolvem referências aos próprios ministros. A exigência de apresentação integral estabelece um critério: nenhuma pessoa mencionada deve ser excluída do material entregue à presidência.

O próximo fato verificável será a realização da reunião de 13 de outubro e a informação pública sobre os encaminhamentos adotados pelo STF. Até lá, o compromisso anunciado não deve ser transformado em promessa de punição nem em absolvição antecipada.