DI de janeiro de 2028 recua 7 pontos-base com fraqueza do emprego nos EUA. Longas sobem com cautela de investidores.

Taxas de curto prazo dos DIs fecharam em queda na sexta-feira (2), enquanto longas subiram em sessão marcada por dados fracos do emprego nos EUA.
As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DI) de curto prazo fecharam sexta-feira (2) em queda, enquanto as de longo prazo subiram, em sessão marcada por dados fracos dos EUA e cautela antes do primeiro turno eleitoral no Brasil.
O DI para janeiro de 2028 registrou baixa de 7 pontos-base, fechando em 13,495%, ante 13,565% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, o DI para janeiro de 2035 elevou-se 3 pontos-base, atingindo 14,145%, ante 14,112%.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a produção industrial caiu 0,6% em agosto ante julho e cedeu 1,2% ante agosto de 2025. O resultado frustrou projeções de economistas em pesquisa da Reuters, que previam alta de 0,1% no mês e 0,4% no ano.
Os EUA divulgaram que criaram apenas 29 mil postos de trabalho em setembro, conforme dados de folha de pagamento. Economistas consultados pela Reuters projetavam 90 mil. A taxa de desemprego ficou em 4,2%, acima da expectativa de 4,1%.
Em resposta aos números, os rendimentos dos Treasuries despencaram mais cedo, pressionando para baixo as taxas futuras no Brasil. Os investidores, porém, reposicionaram carteiras na sequência em face da incerteza sobre o resultado do primeiro turno no domingo (6).
Profissionais ouvidos pela Reuters apontaram incerteza quanto ao vencedor da disputa presidencial. O cenário político se tornou mais complexo após pesquisa divulgada na quinta-feira (1°). O Datafolha informou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 48% das intenções de voto em eventual segundo turno contra 45% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Tecnicamente empatados, com margem de erro de dois pontos percentuais, Lula aumentou sua vantagem numérica para 3 pontos ante levantamento anterior, quando o presidente tinha 47% e Flávio somava 45%. No cenário de primeiro turno conforme o Datafolha, Lula tem 42% enquanto Flávio soma 38%. Na terceira colocação está Augusto Cury (Avante), com 4%.






