Decisão do TSE sobre candidatura do ex-governador abre possibilidade de segundo turno na disputa estadual

Decisão do ministro Floriano Marques do TSE sobre votos de Garotinho deixa em aberto possibilidade de segundo turno
O ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) teve seu desempenho nas urnas neste domingo analisado como fator crítico nas disputas do estado. A decisão do ministro Floriano Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de anular os votos de Garotinho apesar de seu nome constar na urna cria um cenário de incerteza sobre o resultado final da eleição para governador.
A possibilidade de um segundo turno ganhou força com a medida. Nos comitês de Eduardo Paes (PSD) e Douglas Ruas (PL), há preocupação de que a situação confusa para o eleitor e o volume de votos nulos de Garotinho possam ser determinantes no resultado.
Douglas Ruas, deputado e aliado de Flávio Bolsonaro, cresceu nas pesquisas de intenção de voto e se aproximou de Eduardo Paes, que conta com apoio do presidente Lula. Entre petistas, há crença de que se a eleição terminar no primeiro turno, Paes se empenhará mais intensamente na campanha de Lula do que ocorreria em caso de segundo turno.
No primeiro turno, o ex-prefeito da capital apoiou Lula de forma discreta para evitar ser prejudicado pelo forte antipetismo em regiões do Rio de Janeiro. Para Flávio Bolsonaro, a estrutura e mobilização de Ruas seria importante para sua campanha presidencial.
O TSE é a instância máxima de decisão sobre matérias eleitorais no país. As decisões do tribunal sobre a validade de votos e candidaturas têm efeito direto no resultado das eleições, podendo alterar os cenários políticos nas disputas estaduais e municipais.
A anulação de votos de um candidato pode resultar em segundo turno caso nenhum candidato atinja 50% dos votos válidos no primeiro turno. O impacto dos votos nulos de Garotinho dependerá do resultado consolidado e pode ser determinante na definição do próximo governador do estado.







