Ministro Luiz Fux vota no primeiro turno das eleições em Brasília

Oito dos dez ministros do STF já compareceram às urnas neste domingo. Segundo o TSE, 158.745.483 brasileiros votam hoje.

Ministro Luiz Fux vota no primeiro turno das eleições em Brasília
Ministro Luiz Fux em sessão plenária do STF. Foto: Ton Molina/STF — Foto: Ministro Luiz Fux em Sessão plenária do STF  • Ton Molina/STF

O ministro do STF registrou seu voto por volta das 14h10 em uma escola na Asa Sul. Outros cinco ministros da Corte também votaram em Brasília.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux votou neste domingo (4) no primeiro turno das eleições em Brasília (DF). Conforme informado no local de votação, o ministro registrou seu voto por volta das 14h10 em uma escola na Asa Sul, região nobre da capital federal.

Fux não concedeu entrevista aos jornalistas presentes no local. Além do ministro, outros cinco integrantes da Suprema Corte também registraram voto em Brasília neste domingo. Dos dez ministros que compõem atualmente o STF, oito já compareceram às urnas na manhã de hoje.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), um total de 158.745.483 brasileiros se dirigem às urnas neste primeiro turno das eleições de 2026. O número representa um acréscimo de 2,2 milhões de eleitores em comparação ao pleito anterior.

Os eleitores decidem sobre seis cargos neste domingo: deputado federal, deputado estadual ou distrital, senador (com duas vagas em disputa), governador e presidente da República. Caso necessário, o segundo turno para os cargos executivos — governo estadual e Presidência — será realizado em 25 de outubro.

O STF foi um dos protagonistas do período eleitoral de 2026, especialmente na reta final da campanha. Os embates ocorreram principalmente entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, envolvendo investigações sobre o banqueiro Daniel Vorcaro e o Banco Master.

Durante os desdobramentos das apurações, a atuação de Luiz Fux envolveu tanto reações à revelação de relações de seu núcleo familiar quanto posicionamentos formais sobre as provas reunidas pela Polícia Federal (PF). As investigações divulgaram conversas entre Vorcaro e Rodrigo Fux, filho do ministro, que trabalhava como advogado.

Nas mensagens divulgadas, Rodrigo tratava o empresário com proximidade e combinava encontros profissionais. A defesa do advogado argumentou que os contatos foram estritamente profissionais e ocorreram em período anterior a qualquer suspeita de irregularidade.

Diante das revelações, Fux juntou-se ao ministro André Mendonça para solicitar formalmente ao presidente do STF, Edson Fachin, acesso à íntegra dos dados extraídos do celular de Vorcaro. Em manifestação dirigida ao Plenário, Fux ressaltou que todos os ministros citados ou afetados indiretamente pelas apurações deveriam ter amplo acesso ao material original para exercer a ampla defesa e evitar o uso de vazamentos seletivos de informações.