Partido Liberal sai de 15 para 28 cadeiras e mantém maior bancada a partir de 2027, enquanto PSD despenca de 13 para cinco senadores

Eleições deste domingo (5) renovaram 54 das 81 cadeiras do Senado. PL cresceu de 15 para 28 senadores, enquanto PSD caiu de 13 para cinco.
O Partido Liberal foi o maior ganhador nas eleições de domingo (5) para renovação do Senado Federal. A sigla saiu de 15 para 28 senadores, consolidando-se como a maior bancada a partir de 2027.
As eleições renovaram 54 das 81 cadeiras do Senado, equivalente a dois terços da Casa. O PSD sofreu a maior perda no processo, caindo de 13 para cinco senadores.
O Novo foi o segundo partido que mais cresceu. A sigla passou de um para três senadores: Deltan Dallagnol (PR), Marcel van Hattem (RS) e Lahesio Bonfim (MA).
O PSDB encolheu uma cadeira e agora terá dois senadores. O PSB e o PP perderam dois senadores cada, ficando com quatro e seis cadeiras, respectivamente. MDB, Podemos e PDT perderam um senador cada. O Avante, que tinha um senador, perdeu sua representação na Casa Alta.
As maiores viradas ocorreram em Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, onde o PL não tinha cadeiras em disputa para reeleição e conquistou as quatro vagas em jogo. O resultado desmontou as bancadas do MDB, PP, PSB e PSD nessas unidades da federação.
A nova correlação de forças no Senado favorece a oposição e dificultará um eventual novo governo Lula. O cenário também complica a reeleição do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). A eleição para a presidência da Casa está marcada para fevereiro de 2027.
A composição final do Senado a partir de 2027 ficará assim: PL com 28 senadores; PT com 9; MDB com 8; PP e Republicanos com 6 cada; PSD e União com 5 cada; PSB com 4; Novo com 3; PSDB e Podemos com 2 cada; PDT, uma legenda Sem partido e Rede com 1 senador cada.
Os senadores eleitos neste domingo (5) tomarão posse em 1º de fevereiro de 2027 e cumprem mandato de oito anos, até 31 de janeiro de 2035. O outro um terço das cadeiras do Senado será renovado em 2031.






