Polícia investiga morte de menino após brincadeira em colégio do Paraná

Luigi Gabriel da Cruz Sales, 12 anos, caiu durante atividade no pátio da escola em Castro e morreu uma semana depois

Polícia investiga morte de menino após brincadeira em colégio do Paraná
Luigi Gabriel da Cruz Sales tinha 12 anos Foto: Reprodução/Secretaria Municipal de Esportes de Castro — 1 de 1
Luigi Gabriel da Cruz Sales tinha 12 anos — Foto: Reprodução/Secretaria Municipal de Esportes de Castro

Polícia Civil investiga morte de menino de 12 anos que caiu durante brincadeira entre amigos em colégio estadual de Castro

A Polícia Civil investiga a morte de Luigi Gabriel da Cruz Sales, menino de 12 anos, que sofreu um acidente durante uma brincadeira entre colegas no Colégio Estadual Professor Basílio Chrum, em Castro, nos Campos Gerais do Paraná. O caso ocorreu no dia 25 de setembro.

Segundo o delegado Marcondes Ribeiro, um grupo de sete estudantes, incluindo Luigi, revezava-se na brincadeira durante um momento de recreação no pátio da escola. “Os adolescentes estavam em um momento de recreação no pátio da escola e estavam fazendo uma brincadeira em que quatro pessoas puxavam pela mão uma criança abaixada, e essa criança, com esse pulso, ela permanecia em pé; ela subia e caía em pé logo na frente deles.”

Na vez de Luigi, quatro alunos executavam a brincadeira enquanto dois observavam. Diferentemente do esperado, o menino caiu de frente no chão. De acordo com o delegado, as imagens das câmeras de segurança da escola mostram que Luigi bateu o tórax no solo.

“Nesse momento ele já começou a passar mal de dor, já saiu da brincadeira, e saiu do ambiente em que eles estavam em direção a outro espaço, para pedir ajuda”, informou Marcondes Ribeiro.

O acidente aconteceu por volta das 13h40. Luigi ficou internado por mais de uma semana até morrer neste sábado (4), em hospital. A polícia trata o caso como um acidente por enquanto, considerando que os colegas não tiveram intenção de machucar o menino.

A Polícia Civil também apura possível omissão no atendimento médico. A equipe do Samu foi acionada pela escola mas recusou o atendimento, considerando que o caso não seria tão grave inicialmente. Luigi foi encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento somente às 16h25, acompanhado pela mãe, em carro de uma das pedagogas da escola.

“Vamos verificar se houve uma omissão ou uma inércia no atendimento médico, dado que o fato ocorreu por volta das 13h40 e a criança foi encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento somente às 16h25; ou seja, tem um lapso temporal muito grande”, afirmou o delegado. A investigação verifica se ocorreu negligência tanto da instituição de ensino quanto de equipes médicas durante esse intervalo de quase três horas.