Ex-governador de Minas Gerais sinalizou a aliados indisposição em assumir cargos no executivo após o pleito

Romeu Zema indicou a aliados que pretende se afastar da política após a eleição de 2026 e não está disposto a assumir cargos no executivo.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) indicou a aliados que pretende se afastar por um tempo da política após a eleição de 2026, segundo relatos. Zema não estaria disposto a assumir cargos no executivo, conforme informações colhidas junto a pessoas próximas ao político.
Após o 1º turno, Zema ofereceu apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), que alcançou vantagem de dois pontos sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O objetivo partidário de usar a candidatura para capitalizar apoio aos candidatos para a Câmara dos Deputados foi cumprido, segundo fontes do Novo.
O partido Novo conseguiu ultrapassar a cláusula de barreira e elegeu 10 parlamentares na disputa para a Câmara dos Deputados. A cláusula de barreira é um requisito eleitoral que determina uma votação mínima para que um partido possa manter seu registro e ter direito a recursos do fundo partidário.
Aliados afirmam que, apesar de ter deixado de ser um outsider da política, Zema nunca incorporou de fato o figurino de político tradicional. “A política é muito difícil para quem não é da política e Romeu não é da política”, relata uma pessoa próxima ao ex-governador.
Ao longo da campanha, Zema enfrentou pressão do PL e do próprio Novo para desistir e teve que dosar reações para evitar desgastar o partido, segundo informações de aliados. Os relatos apontam esgotamento após o resultado do primeiro turno.
Zema obteve desempenho inexpressivo nas urnas no 1º turno e ficou em sexto lugar no próprio estado onde foi eleito governador em 2018 e reeleito em 2022. O candidato não ganhou em nenhuma cidade mineira e também não conseguiu fazer a eleição de seu sucessor, Mateus Simões (PSD), conforme apurado.
O afastamento que Zema pretende fazer contrasta com sua trajetória política. Após vencer a eleição estadual de 2018, ele se tornou uma figura destacada no cenário nacional do partido Novo. Sua reeleição em 2022 consolidou seu poder político no estado de Minas Gerais, mas o desempenho fraco na disputa presidencial de 2026 marcou um ponto de inflexão em sua carreira.






