Ex-presidente venezuelano e Cilia Flores enfrentam nova acusação criminal em Manhattan por alegadas práticas contra prisioneiros políticos desde 2013.

Maduro e Flores foram acusados de conspiração para cometer tortura nos EUA, além das acusações de tráfico de drogas que já enfrentavam.
O ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores foram alvo de uma nova acusação criminal nos Estados Unidos nesta quinta-feira. A acusação decorre de alegações de que teriam torturado oponentes políticos para manter o controle do poder na Venezuela, informaram promotores federais.
Maduro e Flores foram acusados de conspiração para cometer tortura, além das acusações de tráfico de drogas que já enfrentavam, de acordo com acusação formal apresentada no tribunal federal de Manhattan. Os advogados de Maduro e Flores não responderam imediatamente a um pedido de comentário sobre as novas acusações.
Em um dos casos citados pelos promotores, em 2013, Maduro teria ordenado a prisão de um oficial militar venezuelano suspeito de planejar um golpe. Membros da diretoria de contra-espionagem militar da Venezuela interrogaram então o oficial enquanto aplicavam choques com fio elétrico energizado cerca de 20 vezes e penduravam o indivíduo pelas mãos e pés por vários minutos de cada vez, segundo informaram os promotores.
Em outro caso descrito na acusação, em 2022, um cidadão norte-americano detido ao entrar na Venezuela foi acusado de conspirar para assassinar Maduro. De acordo com a acusação, o norte-americano foi torturado por oficiais da contra-espionagem militar através de espancamentos e choques nos braços, pernas e órgãos genitais.
Flores, de 69 anos, e Maduro, de 63, foram capturados pelas Forças Armadas dos EUA em 3 de janeiro em sua residência em Caracas e levados para Nova York para responder a acusações de tráfico de drogas. Ambos se declararam inocentes das acusações anteriores e estão detidos no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn desde a captura.
A operação realizada em janeiro pôs fim aos 13 anos do socialista Maduro no poder na Venezuela, país rico em petróleo. Desde então, a Venezuela intensificou a cooperação com os EUA sob a liderança da ex-vice-presidente de Maduro, Delcy Rodríguez. O julgamento pela acusação de tráfico de drogas está marcado para 1º de junho de 2027.






