Ex-procurador da Lava Jato foi eleito com 2,9 milhões de votos no primeiro turno no Paraná, mas PT, PCdoB e PV contestam seu registro

O Tribunal Superior Eleitoral retirou de pauta o recurso contra o registro de candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado. Não há data para novo julgamento.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retirou de pauta o julgamento do recurso contra o registro de candidatura de Deltan Dallagnol (Novo-PR) ao Senado no Paraná, que estava previsto para ser apreciado na sessão plenária desta quinta-feira (8).
Deltan Dallagnol foi eleito com mais de 2,9 milhões de votos no primeiro turno realizado no último domingo (4), juntamente com o aliado Filipe Barros (PL-PR). Sua candidatura recebeu parecer favorável do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), mas sofreu contestação de grupos políticos que recorreram à Corte Superior.
A Federação Brasil da Esperança do Paraná — formada por PT, PCdoB e PV — e a coligação “Paraná para Todos” interpuseram recurso no TSE contra o deferimento do registro de candidatura. Conforme informações do tribunal, ainda não existe data agendada para o julgamento do caso no plenário, que pode resultar na anulação dos votos do candidato do Novo ou na manutenção de sua eleição ao Senado.
Ao longo do processo eleitoral, Deltan Dallagnol teve sua campanha suspensa pelo TSE em decisão monocrática. O ministro Azevedo Marques decretou a paralisação dos atos de campanha atendendo ao recurso da coligação petista. A decisão foi posteriormente validada pelo plenário da Corte Superior por cinco votos a dois.
No último sábado (3), véspera do primeiro turno, Azevedo Marques indeferiu monocraticamente o registro de candidatura. Contudo, no domingo (4), o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu essa decisão e restabeleceu o registro, permitindo que os votos obtidos por Dallagnol fossem contabilizados até o julgamento definitivo do plenário.
Deltan Dallagnol foi candidato mais votado do estado do Paraná há quatro anos e assumiu mandato como deputado federal no ano seguinte. O TSE, porém, considerou que ele deixou o serviço público enquanto respondia a processos disciplinares relacionados à sua atuação como procurador da Lava Jato. Com essa fundamentação, a Corte enquadrou o parlamentar na Lei da Ficha Limpa em julgamento realizado em 2023, o que alimentou os questionamentos ao seu registro nesta eleição.
Na sessão presencial desta quinta-feira, o TSE julgou o processo sobre a candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos-RJ) ao governo do Rio de Janeiro. A maioria dos ministros votou pela anulação dos votos que o ex-governador recebeu no primeiro turno e pela retotalização dos resultados das urnas, decisão que abre caminho para a vitória do candidato Douglas Ruas (PL-RJ).







