Lucas Polese é eleito com maior eficiência de custo por voto na Câmara

Capixaba do PL gastou R$ 98,8 mil para conquistar 419.735 votos, atingindo custo de R$ 0,24 por eleitor, segundo dados parciais do TSE

Lucas Polese é eleito com maior eficiência de custo por voto na Câmara
Nikolas Ferreira (PL-MG) ficou em segundo lugar no indicador de custo por voto

Análise de dados parciais do TSE mostra que Lucas Polese conquistou 419.735 votos gastando apenas R$ 98,8 mil, o menor custo por voto entre os eleitos

Lucas Polese (PL-ES) foi eleito para a Câmara dos Deputados em 2026 com 419.735 votos a partir de uma campanha que custou apenas R$ 98,8 mil, segundo dados parciais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O indicador de custo por voto — calculado pela divisão das despesas declaradas pelo total de votos recebidos — resulta em R$ 0,24 por eleitor, o menor entre os candidatos eleitos.

Nikolas Ferreira (PL-MG), mais votado do país em duas eleições consecutivas, ficou em segundo lugar no indicador, com custo de R$ 0,40 por eleitor. A campanha do mineiro gastou R$ 1,2 milhão e recebeu mais de 3,1 milhões de votos, conforme os dados do TSE.

O levantamento analisado pela Gazeta do Povo considerou apenas os candidatos eleitos pelo indicador de custo por voto, com base em dados disponíveis até 7 de outubro no portal de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais do TSE. O indicador não significa que os candidatos tenham comprado votos, mas representa a relação entre gastos e desempenho.

“O indicador não significa que os candidatos tenham comprado votos, é uma relação entre gastos e desempenho.”

Uma das tendências mais marcantes observadas nos dados das prestações parciais de contas é que a maior parte dos candidatos mais votados do país registrou custo por voto relativamente baixo. Diversos campeões de votos alcançaram desempenho expressivo com despesas que ficaram abaixo de R$ 10 por eleitor conquistado.

Os dados sugerem que gastar mais não significa receber mais votos. Em vários casos, candidatos que já possuíam elevada exposição pública, forte presença nas redes sociais ou mandato em exercício conseguiram transformar notoriedade em votação sem a necessidade de ampliar os gastos na mesma proporção.

A análise indica uma espécie de “economia de escala eleitoral”. Quando uma candidatura alcança centenas de milhares ou milhões de votos, os custos de comunicação acabam diluídos em um universo muito maior de eleitores. Assim, mesmo campanhas que movimentaram milhões de reais apresentaram custo unitário reduzido.

Os dados das prestações parciais podem sofrer alterações até a apresentação das prestações finais de contas, cujo prazo se estende até 4 de novembro, de acordo com o TSE.