Lula faz ato na Paulista para mobilizar jovens e eleitores com mais de 70 anos

Presidente promete ampliar atuação federal em segurança pública enquanto pesquisas colocam Flávio Bolsonaro à frente no segundo turno

Lula faz ato na Paulista para mobilizar jovens e eleitores com mais de 70 anos
Manifestação pró-Lula na Avenida Paulista. Foto: Ricardo Stuckert — Manifestação pró-Lula na Avenida Paulista.Foto: Ricardo Stuckert

Luiz Inácio Lula da Silva fez ato na Avenida Paulista neste domingo, 11 de outubro, para ampliar mobilização na segunda semana do segundo turno

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizou ato na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo, 11 de outubro, para ampliar a mobilização de eleitores na segunda semana do segundo turno.

O presidente direcionou apelo específico a jovens e a eleitores com mais de 70 anos, para quem o voto é facultativo. A estratégia busca ativar uma reserva eleitoral importante: pessoas que não compareceram às urnas ou que ainda não estavam mobilizadas pela disputa final.

Segundo apuração, Lula prometeu ampliar a atuação federal na segurança pública. Resumiu a mensagem em dois pontos: proteção para trabalhadores e prisão para criminosos.

Pesquisas do segundo turno colocam Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente. Para Lula, portanto, não basta consolidar os votos obtidos no primeiro turno; a campanha precisa buscar eleitores fora da base tradicional e reduzir a abstenção.

No mesmo domingo, Flávio Bolsonaro adotou estratégia diferente. O candidato do PL reuniu-se com o governador Tarcísio de Freitas, prefeitos e vereadores paulistas para ampliar apoio institucional e capilaridade municipal. A diferença de método evidencia conflito político do dia: Lula tenta recuperar energia nas ruas e ativar eleitores facultativos ou ausentes, enquanto Flávio fortalece a rede de prefeitos e lideranças locais.

Durante o ato, Lula criticou decisão de Kassio Nunes Marques que havia suspendido o canal de WhatsApp “Exército do Lula”. Horas depois, o corregedor Ricardo Villas Bôas Cueva reativou o canal e levou o caso ao plenário do Tribunal Superior Eleitoral para análise.

Com a eleição marcada para 25 de outubro, as duas campanhas entram em fase em que cada movimento precisa produzir conversão em voto. Rua, redes sociais, propaganda e alianças municipais funcionam como peças de uma mesma disputa.