Polícia Militar Ambiental encontrou 11,2 hectares de vegetação cortada sem autorização em Antônio Olinto após denúncia anônima

Fazendeiro de Antônio Olinto foi multado por derrubar floresta nativa em 11,2 hectares. Polícia constatou corte sem autorização ambiental após denúncia.
Um fazendeiro de Antônio Olinto foi multado em R$ 84 mil por destruir uma floresta nativa para abrir espaço para plantações.
Segundo a Polícia Militar Ambiental, a corporação foi até a propriedade rural na comunidade de Santos Andrade após receber uma denúncia anônima pelo telefone 181 (Disque-Denúncia). Durante a vistoria, constatou o corte da vegetação nativa em uma área de aproximadamente 11,2 hectares, equivalente a 112 mil metros quadrados — mais de 15 campos de futebol.
De acordo com a polícia, a vegetação cortada estava em estágio médio de regeneração, classificação das florestas que já tinham sido desmatadas anteriormente e agora estavam crescendo novamente. O fazendeiro foi multado porque as árvores eram de espécies nativas e foram suprimidas sem autorização ambiental.
O responsável também responderá criminalmente pelos danos ambientais. A Polícia Militar Ambiental reforçou que “a supressão de vegetação nativa depende de autorização dos órgãos ambientais competentes e que ações de fiscalização são fundamentais para coibir infrações, proteger a biodiversidade e garantir a conservação dos recursos naturais.”
No Paraná, a legislação do Instituto Água e Terra (IAT), ligado ao Governo do Paraná, determina que o corte de espécies florestais exóticas — como pinus, eucalipto, uva-do-Japão e cinamomo — não precisa de autorização prévia, a não ser que as árvores estejam em uma área de preservação permanente. Já o corte ou supressão de espécies nativas — como a araucária — requer autorização prévia dos órgãos ambientais competentes.






