Milho e trigo caem após estimativas de produção recorde nos EUA, enquanto soja resiste com projeção de maiores exportações

Mercados de grãos iniciam semana com queda em milho e trigo após avanço nas estimativas de produção nos Estados Unidos.
Os mercados de grãos iniciam a semana com pressão sobre milho e trigo, enquanto a soja encontra apoio na demanda, apesar da perspectiva de oferta elevada. Segundo a TF Agroeconômica, as projeções para a produção e os estoques nos Estados Unidos orientam as tendências desta segunda-feira (12).
No milho, a estimativa de safra norte-americana avançou 6 milhões de toneladas, para 407,3 milhões de toneladas, após a produtividade prevista subir para 181,2 bushels por acre, equivalentes a 11.380 quilos por hectare. A oferta maior intensificou a pressão de baixa em Chicago e afetou os preços europeus.
Os estoques mundiais de milho projetados chegaram a 280,44 milhões de toneladas, conforme a TF Agroeconômica. O trigo acompanhou as perdas do milho. Nos Estados Unidos, os estoques finais foram revisados de 19,51 milhões para 20,14 milhões de toneladas, com redução das exportações previstas.
Na Europa, a produção de trigo caiu para 133 milhões de toneladas, enquanto a colheita de milho recuou de 50,6 milhões para 48 milhões de toneladas. Os estoques mundiais de trigo ficaram praticamente estáveis, em 276,04 milhões de toneladas, de acordo com a fonte citada.
A soja mostrou maior resistência e fechou a sexta-feira em alta, mesmo com a projeção de safra recorde nos Estados Unidos. A produção foi estimada em 124,15 milhões de toneladas, com produtividade de 53,1 bushels por acre. A previsão de maiores exportações e processamento sustenta a demanda, enquanto os estoques finais norte-americanos devem ficar próximos de 8,6 milhões de toneladas.
No Brasil, a melhora da umidade favorece o plantio, que alcança cerca de 20% da área prevista. A China reduziu sua estimativa de safra para 20,36 milhões de toneladas em 2026/27. O dólar BMF Mini recuava 0,71%, cotado a R$ 5,0045, enquanto o petróleo Brent subia 1,45%, a US$ 106,06 o barril. O índice dólar avançava 0,20%.







