Técnicos analisaram publicações de outubro e não encontraram as afirmações questionadas pela campanha de Flávio Bolsonaro

A área técnica do TSE informou nesta segunda-feira que não conseguiu aferir disparo de fake news pelo canal coordenado por André Janones
A área técnica do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou nesta segunda-feira (12) não ser possível aferir se houve disparo de fake news pelo canal “Exército de Lula”, coordenado pelo deputado André Janones (Rede-MG).
Os técnicos da Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do TSE, chefiados por Frederico Alvim, avaliaram conteúdos compartilhados de 2 a 11 de outubro de 2026. Segundo o documento técnico, não foram localizadas publicações que reproduzam as afirmações questionadas pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL).
A campanha de Flávio havia questionado o disparo de publicações ocorrido entre 10 e 28 de setembro, que atribuíam ao candidato do PL a intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil, envolvimento com milícia, redução de aposentadorias e benefícios sociais, além de suposto cancelamento do reajuste do Bolsa Família.
“Quanto à circulação de conteúdos idênticos ou substancialmente equivalentes, não foram localizadas, entre as publicações do canal no período de 2 a 11 de outubro de 2026, reproduções das afirmações examinadas nos autos”, informou o documento técnico.
Segundo o texto assinado por Frederico Alvim, chefe da Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do TSE, parte das publicações originais de setembro foi apagada a partir de 7 de outubro, o que dificultou a análise completa do período questionado.
A análise técnica destaca preocupação com disparo em massa de mensagens próximo ao segundo turno das eleições. O documento aponta o uso no canal de “linguagem polarizadora, que tende a estabelecer uma lógica de confronto potencialmente contrária à condição das eleições como um substitutivo do conflito”.
No domingo (11), o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, havia suspendido o grupo de mensagens até o segundo turno. A decisão foi modificada pelo corregedor do TSE, Ricardo Villas Boas Cueva, que restabeleceu o grupo eleitoral provisoriamente e pediu que o episódio fosse levado com urgência ao plenário do tribunal.
Kassio Nunes Marques ainda não marcou data para análise do caso no plenário do TSE.






