Campanha de Flávio Bolsonaro mobiliza aliados para evitar desmobilização no segundo turno

Estrutura do PL teme que eleitos em primeiro turno reduzam ritmo de campanha no interior do país, onde candidato teve melhor desempenho

Campanha de Flávio Bolsonaro mobiliza aliados para evitar desmobilização no segundo turno
Flávio Bolsonaro trabalha para manter mobilização de aliados eleitos no primeiro turno. Foto: Reprodução — Foto: Flávio e Lula fazem carreatas para demonstrar força, dizem especialistas

A campanha de Flávio Bolsonaro trabalha para evitar clima de vitória garantida entre aliados que já se elegeram no primeiro turno

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) trabalha para evitar que um clima de “já ganhou” se instale entre seus aliados e prejudique a mobilização rumo ao segundo turno das eleições. A preocupação central é manter a estrutura partidária ativa, especialmente pelo interior do Brasil, onde o candidato obteve expressiva votação no primeiro turno.

Segundo apuração da âncora Débora Bergamasco, a campanha avaliou que o bom desempenho de Flávio Bolsonaro no interior do país foi impulsionado, em grande parte, pelo apoio de candidatos a governos estaduais, à Câmara dos Deputados, às Assembleias Legislativas e ao Senado Federal.

“A gente viu que vários deles se elegeram, foi um tsunami de eleitos do partido de direita”, destacou Bergamasco durante o CNN 360º desta segunda-feira (12).

Com a eleição de governadores e parlamentares já garantida desde o primeiro turno, há o temor de que esses aliados reduzam o ritmo de campanha. Somado a isso, a percepção de que Flávio Bolsonaro saiu na frente, reforçada por apostas do mercado, pode gerar um sentimento generalizado de que a vitória já está assegurada.

Na avaliação da campanha, esse cenário representa um risco real em um pleito ainda acirrado. Uma fonte ouvida por Bergamasco resumiu a situação com uma expressão popular: “Há muito eleito que agora ‘está com o burro na sombra’ e já desmobiliza”.

A orientação da campanha é justamente combater esse comportamento, cobrando que tanto os eleitos quanto os candidatos que não se elegeram continuem pedindo votos para Flávio Bolsonaro pelo interior do Brasil.

A estratégia prevê que todos os partidos aliados, com destaque para o PL, transmitam um comando central aos seus diretórios regionais para que mantenham a mobilização ativa. A ideia é que a estrutura de base do partido não arrefeça antes do segundo turno, garantindo capilaridade na busca por votos nas regiões onde o candidato demonstrou maior força eleitoral.