Espécie presente no Norte, Nordeste e Centro-Oeste exige controle antes do florescimento para evitar produção de sementes

Controle de vassourinha-de-botão exige monitoramento antecipado em fases de crescimento ativo, antes do florescimento e produção de sementes
O controle de plantas daninhas exige atenção ao estádio de desenvolvimento e acompanhamento antecipado das áreas para reduzir o risco de escapes. De acordo com o Comitê de Ação à Resistência aos Herbicidas (HRAC-BR), a vassourinha-de-botão (Spermacoce verticillata) é uma espécie de difícil manejo, presente em diferentes regiões brasileiras e com grande importância agrícola, principalmente no Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
A eficiência do controle está diretamente relacionada ao momento da intervenção. A prioridade deve ser o manejo de plantas jovens, em crescimento ativo, antes do florescimento e da produção de sementes. Quando a operação é adiada, a espécie avança no desenvolvimento, torna-se mais difícil de controlar e amplia a possibilidade de permanência na área.
No sistema soja-milho, o cuidado precisa considerar também as plantas que sobrevivem entre uma cultura e outra. Elas podem rebrotar após a colheita e chegar à dessecação do cultivo seguinte em estádio avançado, aumentando a dificuldade do manejo.
O monitoramento deve começar com antecedência, especialmente nas bordaduras, nos carreadores e nos locais com histórico de infestação. A identificação dos primeiros focos permite agir enquanto as plantas ainda estão nas fases mais favoráveis ao controle, evitando que o problema seja percebido apenas na preparação da próxima lavoura.
O uso de herbicidas pré-emergentes e a eliminação dos focos iniciais integram a estratégia para reduzir a produção de sementes e evitar o estabelecimento da espécie no talhão. Para a vassourinha-de-botão, antecipar essas medidas é parte essencial do controle ao longo da sucessão de culturas.







