Colheita alcança apenas 9% da área plantada. Emater/RS-Ascar registra redução de produtividade em diversas regiões devido ao excesso de umidade.

Precipitações interrompem colheita de trigo no RS. Excesso de umidade prejudica rendimento e qualidade dos grãos na safra 2026.
A colheita de trigo no Rio Grande do Sul alcançou 9% da área plantada, mas avança de forma irregular devido às chuvas. O avanço é prejudicado pela precipitação, segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (8).
O excesso de umidade, a baixa incidência de radiação solar e os temporais elevam os riscos de perdas e os custos de secagem, de acordo com a Emater/RS-Ascar. A área projetada para a cultura no Estado é de 814.220 hectares, com produtividade média estimada em 2.701 quilos por hectare.
Diversas regiões indicam redução do rendimento. Lavouras com melhor manejo e menos afetadas pelo clima ainda mantêm potencial produtivo satisfatório, segundo avaliações da Emater/RS-Ascar.
O avanço da colheita ocorre com interrupções provocadas pelas precipitações. Para uniformizar a maturação e antecipar a retirada dos grãos, produtores utilizaram a dessecação das lavouras. No entanto, a colheita com maior umidade eleva os custos operacionais nas unidades de beneficiamento e secagem.
Segundo dados da Emater/RS-Ascar, cerca de 50% das lavouras estão em fase reprodutiva, enquanto 40% se encontram próximas da colheita. Nas áreas em enchimento de grãos, o excesso de chuva, a umidade persistente do ar e a baixa disponibilidade de radiação solar prejudicam a formação dos grãos, com reflexos negativos sobre o rendimento e a qualidade.
Nas lavouras próximas da colheita, a descoloração da palha e o enrugamento dos grãos aumentam o risco de redução do peso hectolitro (PH) e de outros parâmetros comerciais. Nas áreas de ciclo mais tardio, as condições climáticas restringem as operações de controle fitossanitário e favorecem o aumento de doenças, como giberela, brusone e bacterioses, conforme a Emater/RS-Ascar.
Os temporais com granizo e ventos fortes provocaram acamamento das plantas, quebra de espigas e debulha, principalmente na região Noroeste do Estado, segundo a Emater/RS-Ascar.







