Vice-presidente Geraldo Alckmin afirma que país deve terminar 2026 no topo. Distância entre exportações brasileiras e americanas caiu de US$ 50 bilhões em 2021 para US$ 2 bilhões.

Brasil está a poucos bilhões de dólares de se tornar o maior exportador agrícola do planeta, posto ocupado pelos EUA há décadas.
O Brasil está a poucos bilhões de dólares de se tornar o maior exportador agrícola do mundo, posto ocupado pelos Estados Unidos há décadas. Na terça-feira (13), em evento do Ministério da Agricultura e Pecuária, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o país deve terminar 2026 como o maior exportador de alimentos do planeta.
De acordo com o MAPA, as exportações do agronegócio brasileiro somaram o recorde de US$ 169,2 bilhões em 2025, equivalentes a 48,5% de tudo o que o país vendeu ao exterior. No mesmo ano, conforme o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as exportações agrícolas americanas ficaram em US$ 171,3 bilhões, queda de 2,8%.
A distância entre os dois, de pouco mais de US$ 2 bilhões, é a menor da história recente. Em 2021, pelas mesmas bases, passava de US$ 50 bilhões. Em 2026, o movimento acelerou. Levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), de outubro de 2026, com base em dados do MDIC e do MAPA, mostra que o agro brasileiro exportou US$ 133,6 bilhões entre janeiro e setembro, alta de 5,5% sobre o mesmo período de 2025.
O primeiro semestre de 2026 já havia sido o melhor da série histórica, com cerca de US$ 87 bilhões, conforme o Radar Agro do Itaú BBA, de julho de 2026. A produção é a primeira força por trás do movimento. O 12º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, da Conab, divulgado em setembro de 2026, estima uma colheita recorde de 361,7 milhões de toneladas, alta de 2,6% sobre a safra anterior, com 180,4 milhões de toneladas só de soja.
A produtividade é a segunda força. O relatório Perspectivas Agrícolas 2026-2035, da OCDE e da FAO, publicado em junho de 2026, aponta que o crescimento brasileiro virá mais de ganhos de eficiência e do uso mais intenso da terra, como a segunda safra no mesmo ano, do que da abertura de novas áreas. O mesmo estudo projeta que o Brasil responderá por 61% das exportações mundiais de soja na próxima década e assumirá a liderança global nas vendas de algodão em pluma, à frente dos americanos.
A terceira força é geopolítica. A disputa comercial entre Washington e Pequim abriu espaço para o Brasil. No relatório Outlook for U.S. Agricultural Trade de agosto de 2026, o próprio USDA projeta redução nas exportações americanas nos próximos anos, criando oportunidade para o agronegócio brasileiro expandir sua participação no mercado global.






