FMI pede apoio maior a países afetados por guerras e energia cara

Países-membros do fundo alertam que riscos para economia global seguem inclinados para baixo após reuniões em Bangkok

FMI pede apoio maior a países afetados por guerras e energia cara
Reunião do FMI em Bangkok, Tailândia. Foto: Estadão Conteúdo

Fundo Monetário Internacional informou que membros defendem aumento de apoio a economias com dificuldades de financiamento afetadas por guerras e preços elevados de energia

O Fundo Monetário Internacional (FMI) informou que países-membros defenderam o aumento do apoio a economias que enfrentam dificuldades de financiamento de curto prazo, afetadas por impactos negativos de guerras e por preços elevados de energia. Os riscos para a economia global seguem inclinados para baixo, segundo comunicado divulgado após reuniões em Bangkok, na Tailândia.

O documento é assinado pelo presidente do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (CMFI), Mohammed Al-Jadaan, ministro das Finanças da Arábia Saudita. A economia mundial tem resistido melhor do que o esperado a uma sequência de choques, mas a resiliência “não pode ser dada como certa”.

Os membros do FMI destacaram que guerras e conflitos impõem elevado custo humanitário e econômico, com efeitos negativos relevantes que atingem de forma mais dura os mais pobres e vulneráveis. Interrupções em cadeias de suprimento e tensões comerciais aumentam a incerteza e as pressões de preços, conforme informado no comunicado.

O documento menciona que avanços rápidos em tecnologias de inteligência avançada têm impulsionado investimento e comércio e podem elevar a produtividade, embora tragam riscos. Entre as preocupações, o comunicado cita a possibilidade de agravamento de conflitos e tensões comerciais, com impacto sobre rotas críticas e pressão sobre commodities, inclusive produtos refinados de energia.

O CMFI apontou que a alta dos rendimentos de títulos soberanos em economias sistêmicas, somada a efeitos sobre as condições financeiras globais em um ambiente de alta dívida pública e necessidades de refinanciamento, pode ampliar vulnerabilidades macrofinanceiras. Essa situação ocorre em meio a incertezas sobre os impactos econômicos e financeiros das tecnologias de inteligência avançada.

Os membros reafirmaram a prioridade de promover estabilidade macroeconômica e financeira com políticas consistentes e cooperação multilateral. Defendem a redução urgente de vulnerabilidades fiscais com consolidação ancorada em estruturas críveis de médio prazo, preservando os mais vulneráveis e investimentos.