Flávio Bolsonaro pede ao TSE ser incluído em ação contra Meta por falhas

Candidato do PL afirma ser prejudicado em intensidade superior à de Lula e apresenta dados de anúncios negativos da campanha petista

Flávio Bolsonaro pede ao TSE ser incluído em ação contra Meta por falhas
Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República. Foto: Divulgação/Vittor Sales — Foto: Flavio Bolsonaro, candidato à Presidência da República  • Divulgação/Vittor Sales

A campanha de Flávio Bolsonaro apresentou petição ao TSE na noite de sexta-feira pedindo para entrar como terceiro interessado em ação contra a Meta

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na noite de sexta-feira (17) uma petição na qual afirma que as falhas da Meta prejudicam a candidatura dele em “intensidade superior” à de Lula (PT) e pediu para entrar como terceiro interessado na representação que a coligação do petista moveu contra a big tech.

A defesa elencou dados atribuídos à Biblioteca de Anúncios da Meta para embasar seu pedido. Segundo a campanha, desde setembro, a página “Lula” no Facebook pagou 3.908 anúncios de propaganda negativa contra Flávio, com gasto de R$ 734 mil a R$ 1,26 milhão. Desde o primeiro turno, a campanha de Lula pagou 2.965 anúncios críticos a Flávio, enquanto a de Flávio pagou 15 contra Lula.

O documento também aponta que 2.035 dos 2.624 anúncios que a página de Lula iniciou nos dias 9 e 10 de outubro eram negativos contra Flávio. De acordo com a petição, foram justamente os dias em que o PT diz ter sido impedido de impulsionar conteúdo. A campanha afirma ainda que 16 versões de um anúncio feito com Inteligência Artificial com a mensagem “Flávio vai colocar sua família em risco” foram aprovadas sem o aviso obrigatório de conteúdo sintético.

A defesa também cita que entre março e julho, 53 páginas sem responsável identificado pagaram 4.625 anúncios políticos que atacavam sobretudo Flávio, com parte do gasto declarada em dólar e em peso colombiano. Na manhã de 16 de outubro, 423 anúncios negativos contra Flávio seguiam ativos, segundo dados apresentados.

A campanha de Flávio também relata que 681 anúncios a favor dele foram pagos por terceiros que não têm direito de contratar impulsionamento. Um exemplo citado é o anúncio de uma página chamada “Preembarque”, que tem conteúdo político neutro mas leva o usuário ao canal “Exército do Lula” no WhatsApp e foi cadastrada como anúncio comum para escapar das regras de propaganda eleitoral.

Na petição, a campanha do candidato defende que a ordem dada pelo TSE sobre o caso a favor da campanha de Lula nesta semana também deve regulamentar como a Meta deve tratar a campanha de Flávio. Os advogados argumentam ainda que há um risco “concreto e atual” de a plataforma, pressionada pela multa, corrigir em excesso e apenas contra um dos lados. Ao final, pedem que o TSE obrigue a Meta a barrar o impulsionamento de propaganda negativa contra qualquer uma das duas candidaturas até o fim do segundo turno, impeça pessoas físicas e empresas de contratar anúncios eleitorais e deixe claro que a reposição de anúncios determinada em sentença deve valer para ambas as campanhas.