Presidente do banco central da China apoia supervisão do FMI sobre riscos fiscais

Pan Gongsheng discursou durante reunião do Comitê Monetário e Financeiro Internacional em Bangcoc neste sábado

Presidente do banco central da China apoia supervisão do FMI sobre riscos fiscais
Fachada do Banco Popular da China. Foto: Reuters

Pan Gongsheng, presidente do Banco Popular da China, afirmou apoio de Pequim ao fortalecimento da vigilância do FMI sobre riscos fiscais nas economias avançadas

O presidente do Banco Popular da China, Pan Gongsheng, afirmou neste sábado que Pequim apoia o Fundo Monetário Internacional (FMI) no reforço da vigilância sobre os riscos fiscais nas “principais economias avançadas” e seus efeitos colaterais.

A declaração foi feita durante discurso na reunião do Comitê Monetário e Financeiro Internacional, realizada em Bangcoc como parte dos encontros anuais do FMI e do Banco Mundial.

Segundo Pan Gongsheng, a China reconhece a importância de mecanismos de supervisão internacional para monitorar desequilíbrios fiscais nas grandes economias. O executivo destacou que essas vigilâncias contribuem para avaliar possíveis efeitos cascata em economias menores e mercados emergentes.

A posição chinesa alinha-se com a agenda do FMI de fortalecer a análise de riscos fiscais globais. O fundo tem buscado aprofundar o acompanhamento de políticas orçamentárias em países desenvolvidos, especialmente diante de aumentos significativos em gastos públicos observados nos últimos anos.

O Comitê Monetário e Financeiro Internacional funciona como instância de diálogo entre os governos-membros do FMI e do Banco Mundial. Em suas reuniões anuais, discute questões de política econômica global e coordenação entre países.

A fala de Pan Gongsheng ocorre em contexto de preocupações internacionais com sustentabilidade de dívidas públicas em economias avançadas e potenciais impactos sobre fluxos de capital para mercados emergentes. Os encontros de Bangcoc reúnem autoridades monetárias e ministros das finanças de 190 países-membros do FMI.