Partido pede medidas urgentes para informar eleitores sobre mudança em 4.864 seções de votação antes do domingo

PT acionou o Ministério Público Eleitoral pedindo medidas para evitar abstenção no segundo turno. Partido denuncia mudanças em locais de votação.
O Partido dos Trabalhadores acionou nesta segunda-feira (19) o Ministério Público Eleitoral pedindo medidas para evitar abstenção de eleitores no segundo turno, marcado para o próximo domingo (25). A ação ocorre um dia após a campanha à reeleição do presidente Lula ter protocolado junto ao Tribunal Superior Eleitoral um Pedido de Providências para reduzir a taxa de ausência nas urnas.
Na ação ao MP nesta segunda-feira, o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (PT-SC), apresentou notícia de fato à Procuradoria-Geral Eleitoral pedindo “medidas urgentes” para que os eleitores sejam informados sobre mudanças nos locais de votação antes do segundo turno. De acordo com o documento, 4.864 seções tiveram seus endereços de votação alterados, atingindo quase 1,8 milhão de pessoas em 664 municípios de 23 unidades da Federação.
O parlamentar pediu também investigação sobre possíveis efeitos das falhas de comunicação no comparecimento às urnas no primeiro turno. Conforme Uczai, a divulgação por sites e orientações genéricas para consultar o e-Título pode deixar desinformados justamente os eleitores que enfrentam maiores dificuldades de acesso à internet e de deslocamento.
A ausência de eleitores é avaliada pelo PT como uma das principais preocupações da campanha porque há entendimento de que ela tende a afastar da votação um eleitor majoritariamente lulista. No primeiro turno, a taxa de abstenção foi de 21,08%, totalizando 33,4 milhões de pessoas ausentes. Esse público é o principal foco de atenção da campanha do presidente.
Assim como no pedido feito ao TSE pela campanha de Lula, o líder do PT cobrou avisos individuais por canais oficiais, divulgação em rádio e televisão, sinalização nos antigos locais e transporte gratuito, com atenção a idosos, pessoas com deficiência e moradores das áreas mais afetadas. Uczai pediu também a publicação, em até 48 horas, de listas completas com os endereços antigos e novos.
“A cobrança é para que o Estado assuma a responsabilidade de fazer a informação chegar a quem precisa: o direito de votar não pode depender de acesso a aplicativos, nem ser enfraquecido por mudanças que imponham obstáculos adicionais à população das periferias.”







