Inspeções americanas caíram 48,8% na semana, enquanto fundos reduzem posições e colheita mantém pressão

Preços do milho caíram até 1,53% na Bolsa de Chicago nesta segunda-feira, pressionados por queda de 48,8% nas inspeções de exportação dos EUA
Os preços internacionais do milho encerraram segunda-feira (19) em queda na Bolsa de Chicago (CBOT), ampliando a pressão observada na última semana. O mercado repercutiu números mais fracos das inspeções de exportação dos Estados Unidos, enquanto a perspectiva de ampla oferta norte-americana e a redução de posições compradas pelos fundos permaneceram no radar dos investidores.
O contrato dezembro/26 terminou negociado a US$ 4,6700 por bushel, com desvalorização de 7,25 pontos, equivalente a 1,53%. O março/27 recuou 6,00 pontos para US$ 4,8050, enquanto o maio/27 perdeu 5,00 pontos e encerrou a US$ 4,8850 por bushel. O julho/27 também fechou em baixa, com perda de 4,25 pontos, cotado a US$ 4,9500 por bushel.
O mercado iniciou a sessão com perdas moderadas, mas intensificou as desvalorizações ao longo da manhã. No fechamento, os contratos permaneceram próximos dos níveis registrados ao meio-dia.
Segundo relatório divulgado nesta segunda-feira pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as inspeções de exportação de milho somaram 672.475 toneladas na semana encerrada em 15 de outubro, redução de 48,8% em relação às 1.313.733 toneladas da semana anterior. O resultado também ficou 49,3% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.
No acumulado da temporada comercial 2026/27, os volumes inspecionados alcançaram aproximadamente 9,13 milhões de toneladas, queda de 2,3% na comparação anual. De acordo com dados do USDA destacados pelo Barchart, o México foi o principal destino do milho americano na semana, com 305,5 mil toneladas, seguido pela Colômbia, com 205,5 mil toneladas.
Os resultados contrastam com o crescimento das vendas líquidas semanais informado na última sexta-feira (16). Na ocasião, o USDA apontou vendas de 1,122 milhão de toneladas de milho, aumento de 46% em relação à semana anterior. A diferença reforça a importância de acompanhar a evolução das vendas e dos embarques inspecionados para avaliar a capacidade da demanda externa de absorver a maior produção americana.







