Santas Casas cobram compromissos de Bolsonaro e Lula sobre reajuste hospitalar

Instituições filantrópicas alertam para possível apagão hospitalar e apontam defasagem de 20 anos na tabela SUS

Santas Casas cobram compromissos de Bolsonaro e Lula sobre reajuste hospitalar
Os candidatos Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva têm sido procurados por representantes das Santas Casas. Foto: Os 7 embates entre Flávio e Lula que marcaram o debate da Band

Representantes das Santas Casas procuram Flávio Bolsonaro e Lula para cobrar compromissos públicos de ajuda às instituições hospitalares e alertam para apagão hospitalar

Representantes das Santas Casas procuram os candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para cobrar compromissos públicos sobre auxílio às instituições hospitalares. As organizações alertam para um possível “apagão hospitalar” no país nesta reta final antes do segundo turno das eleições.

Segundo dados das Santas Casas, cerca de 15% dos municípios brasileiros dependem exclusivamente desses hospitais. Hospitais filantrópicos também são responsáveis pelo atendimento de alta e média complexidade em 60% das cidades do país.

As instituições financeiras operam em grande parte com o valor pago pela Tabela SUS (Sistema Único de Saúde) por procedimento ofertado. Segundo gestores e entidades do setor, o repasse está defasado há cerca de 20 anos e não cobre integralmente os custos operacionais.

As unidades hospitalares têm cobrado compromisso dos presidenciáveis com a atualização dos valores. De acordo com interlocutores, nesta última semana antes do segundo turno, os dois candidatos devem focar no assunto saúde, o que deve ser aproveitado pelos hospitais filantrópicos.

No plano de governo, Flávio Bolsonaro cita a possibilidade de “reajuste da remuneração de serviços do SUS para cobrir os custos reais de Santas Casas e hospitais filantrópicos”. Já Lula não cita diretamente os hospitais filantrópicos, mas tem dito que pretende acabar com a tabela do Sistema Único de Saúde.

A Tabela SUS funciona como referência de valores que o governo federal repassa às instituições de saúde por cada procedimento realizado. A defasagem nos repasses historicamente gera pressão de entidades hospitalares junto a candidatos e gestores públicos para reajustes que cubram despesas com pessoal, medicamentos e infraestrutura.