Moeda recua 0,50% ante o real enquanto pesquisas mostram disputa acirrada entre Flávio Bolsonaro e Lula no segundo turno

O dólar à vista encerrou segunda-feira em queda de 0,50%, cotado a R$ 5,0476. Pesquisas eleitorais mostram disputa apertada entre candidatos.
O dólar à vista encerrou segunda-feira em queda de 0,50%, com cotação de R$ 5,0476, conforme dados da Reuters. No ano, a divisa acumula baixa de 8,04%.
O dólar futuro para novembro, o mais negociado no Brasil pela B3, cedia 0,33% na sessão, aos R$ 5,0630.
A queda da moeda norte-americana reflete movimento eleitoral no Brasil e recuo ante outras divisas de emergentes no exterior. Durante a sessão, o dólar à vista atingiu cotação mínima intradia de R$ 5,0403 (-0,64%) às 10h56, em momento em que a moeda também cedia globalmente. Às 13h50, marcou a máxima de R$ 5,0672 (-0,11%), antes de voltar a exibir perdas maiores.
Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira mostrou redução de 2,8 pontos percentuais da diferença entre os candidatos. Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 46,5% das intenções de voto e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) soma 45,9%. O percentual de eleitores que não pretendem votar ou que votarão em branco ou nulo está em 4,7%, enquanto 2,9% não sabem. Com margem de erro de 2 pontos percentuais, os candidatos estão em empate técnico.
Levantamento Atlas revelou queda de 5,4 para 2,2 pontos percentuais da vantagem de Flávio. O senador aparece com 49,8% das intenções de voto e o presidente com 47,6%. O percentual de indecisos ou que pretendem votar em branco ou nulo é de 2,6%. Com margem de erro de 1 ponto percentual, Flávio está na liderança para além da margem de erro.
Pesquisa PoderData/Aya, também divulgada nesta segunda-feira, mostrou Flávio com 52% e Lula com 48%, com margem de erro de 1,8 ponto percentual.
Fernando Bergallo, diretor da assessoria FB Capital, afirmou que as pesquisas eleitorais mostraram diferença mínima entre os candidatos, mas com Flávio à frente. “Então não me parece que (as pesquisas) mudem o humor do mercado ou as apostas — apenas vem com um pouco mais de tensão e adrenalina”, disse, ao justificar a movimentação do câmbio ao longo do dia.
Bergallo acrescentou que alterações na orientação das pesquisas poderiam provocar reação mais contundente do mercado. “Se alguma pesquisa indicar com contundência uma direção no sentido de uma virada… talvez o mercado reaja”, completou.






