Senado adia votação da PEC da Segurança Pública após impasse sobre maioridade penal

Presidente Davi Alcolumbre não marcou sessões deliberativas para esta semana. Proposta volta à pauta somente após eleições de domingo.

Senado adia votação da PEC da Segurança Pública após impasse sobre maioridade penal
Presidente do Senado Davi Alcolumbre não marcou sessões deliberativas para esta semana. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado — Foto: Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP)  • Edilson Rodrigues/Agência Senado

Votação da PEC da Segurança Pública fica para depois das eleições de domingo. Impasse sobre redução da maioridade penal impediu acordo entre governo e oposição.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não marcou sessões deliberativas para esta semana. Com isso, a votação da PEC (proposta de emenda à Constituição) da Segurança Pública ficará para depois das eleições do próximo domingo (25).

A decisão ocorre em meio ao impasse entre governo e oposição sobre a redução da maioridade penal, tema que dificultou um acordo para concluir a análise da proposta antes do segundo turno. A líder do governo no Senado, senadora Teresa Leitão (PT-PE), havia sinalizado o adiamento nesta segunda-feira (19).

Na semana passada, após Alcolumbre encerrar a sessão por falta de acordo, integrantes da base governista afirmaram que insistiriam com o presidente do Senado para incluir a proposta na pauta do plenário desta semana.

O principal entrave às negociações são as emendas que tratam da redução da maioridade penal. O senador Rogério Marinho (PL-RN) apresentou uma sugestão que propõe reduzir de 18 para 16 anos a idade para responsabilização penal e prevê a aplicação da mudança a partir dos 14 anos em determinadas situações envolvendo crimes graves.

Já o ex-ministro da Educação e senador Camilo Santana (PT-CE) defendeu uma alternativa que permita a responsabilização penal a partir dos 16 anos em casos de crimes hediondos.

A oposição defende mudanças nas regras de responsabilização criminal, enquanto o governo tenta evitar alterações que obriguem o texto a retornar à Câmara dos Deputados, o que prolongaria a tramitação da proposta.

A PEC da Segurança Pública é uma das prioridades do governo Lula para a área. O texto busca ampliar a integração entre União, estados e municípios no combate ao crime organizado e estabelecer novas diretrizes para a atuação das forças de segurança pública. Após a aprovação no Senado, a proposta seria promulgada sem necessidade de retorno à Câmara apenas se nenhuma alteração substancial for introduzida ao texto original.