Setor registrou 448 solicitações entre abril e junho de 2026, contra 565 no mesmo período do ano anterior

Pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro diminuíram 20,7% no segundo trimestre de 2026, chegando a 448 solicitações, conforme dados da Serasa Experian.
Os pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro diminuíram no segundo trimestre de 2026. Segundo o Indicador Serasa Experian Agro de Recuperações Judiciais, foram 448 solicitações entre abril e junho, queda de 20,7% sobre as 565 registradas no mesmo período de 2025. Na comparação com os 474 pedidos do primeiro trimestre deste ano, a redução foi de 5,5%.
O levantamento abrange produtores rurais pessoas físicas e jurídicas, além de empresas da cadeia agropecuária. Entre as pessoas físicas, foram 197 pedidos, recuo anual de 10,5%, ainda o maior volume entre os três grupos. Os produtores pessoas jurídicas somaram 160 solicitações, baixa de 34,2%. Nas empresas relacionadas ao agro, o total chegou a 91, diminuição de 10,8%.
Mato Grosso liderou o ranking estadual, com 107 registros, equivalentes a 23,9% do total. Na sequência apareceram Goiás, com 84 solicitações, São Paulo, com 72, Minas Gerais, com 54, e Paraná, com 42. Entre os produtores pessoas jurídicas, o cultivo de soja concentrou 70 pedidos, seguido pela criação de bovinos, com 28.
Na avaliação de Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian, a retração exige cautela e pode estar ligada à entrada de receitas, à sazonalidade e ao avanço das renegociações com credores. Segundo Pimenta, custos elevados, crédito mais seletivo e endividamento mantêm o ambiente desafiador, e será necessário observar se a queda terá continuidade nos próximos trimestres.
O indicador interrompeu a sequência de altas registrada nos segundos trimestres de 2023, 2024 e 2025. A preservação do fluxo de caixa e o planejamento financeiro seguem entre os cuidados destacados pela Serasa Experian, que considera a recuperação judicial um último recurso.







