Produtores aproveitaram chuvas iniciais para semeadura rápida, mas região passa por período seco e aguarda novas precipitações

O plantio de soja da safra 2026/27 em Jataí alcança 85% a 90% da área prevista após antecipação estratégica realizada no início de outubro
O plantio da soja da safra 2026/27 já alcança entre 85% e 90% da área prevista em Jataí, no Sudoeste de Goiás, após antecipação realizada no início de outubro.
Produtores aproveitaram as chuvas do início de outubro para antecipar a semeadura, conforme informado pela produtora rural Lia Katzer em entrevista. A estratégia visava acelerar as atividades de implantação em comparação com temporadas anteriores.
Katzer iniciou o plantio em 3 de outubro e concluiu os trabalhos no dia 16. Segundo ela, boa parte dos agricultores que pretendem cultivar milho na segunda safra também conseguiu antecipar a implantação da soja.
A interrupção das precipitações trouxe preocupações para o estabelecimento das lavouras. A última chuva significativa na propriedade ocorreu em 11 de outubro. Com temperaturas entre 30°C e 35°C, a umidade do solo vem diminuindo, e as áreas semeadas mais recentemente dependem de novas precipitações para assegurar uma boa emergência das plantas.
Até o momento da entrevista, não havia relatos relevantes de problemas com a qualidade das sementes, segundo Katzer. No entanto, alguns produtores que ainda precisam concluir o plantio aguardam o retorno das chuvas, enquanto outras áreas, sem previsão de milho segunda safra, costumam ser semeadas mais tarde, inclusive em novembro.
A antecipação também foi uma estratégia adotada diante das preocupações com possíveis irregularidades climáticas em dezembro e janeiro. Katzer espera que as lavouras implantadas mais cedo tenham melhores condições de desenvolvimento caso ocorram períodos de restrição hídrica, embora o resultado dependa do comportamento das chuvas nos próximos meses.
Outro desafio da temporada está nos custos de produção. Katzer relatou ajustes na adubação, considerando a fertilidade construída ao longo de anos de manejo do solo, e aumento das despesas com o controle de plantas daninhas resistentes.





