Candidato do PL exige quebra de sigilos de Marcola, filhos e primeira-dama em troca de abrir seus próprios dados bancários e telefônicos

Flávio Bolsonaro apresentou petição ao TSE aceitando abertura de sigilos, mas exigindo que Lula autorize quebra de dados de Marcola, filhos e Janja
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, apresentou petição nesta quarta-feira (21) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) respondendo ao desafio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para abertura de sigilos bancário, fiscal e telefônico.
Na petição, o senador afirma aceitar o desafio, mas estabelece como condição que o petista também autorize a quebra de sigilos de familiares, incluindo o filho Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), e do ex-chefe de gabinete do presidente, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. Flávio também cobra a divulgação de informações sobre despesas da primeira-dama Janja da Silva e gastos do cartão corporativo da Presidência.
Segundo a campanha de Flávio Bolsonaro, o presidente Lula não utilizava celular próprio e se comunicava por meio do telefone de Marcola. Com este argumento, a defesa do senador sustenta que a abertura apenas do sigilo telefônico de Lula seria insuficiente e cobra também acesso aos dados de assessores que mantinham linhas utilizadas pelo presidente.
O senador pede a quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-chefe de gabinete para apurar se valores recebidos de Roberta Luchsinger, investigada no caso do INSS, foram utilizados para pagar despesas pessoais de Lula e Janja.
Na petição, Flávio afirma autorizar a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos, incluindo os de empresas das quais é sócio ou administrador. O candidato também diz não se opor à divulgação de todas as mensagens trocadas com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Em contrapartida, o senador exige que Lula apresente autorizações para quebra de sigilos de filhos, assessores e pessoas próximas. Flávio também cobra a divulgação integral dos gastos do cartão corporativo da Presidência desde janeiro de 2023, da agenda da primeira-dama anterior a fevereiro de 2025 e de registros de visitas dos filhos de Lula ao Palácio da Alvorada. Cobra ainda informações sobre relações do governo com Vorcaro e investigados no escândalo de fraudes contra aposentados do INSS.
Flávio pede ao TSE que intimem o presidente a responder às condições impostas. O senador afirma que só apresentará os próprios dados depois que Lula entregar a documentação exigida.






