Detenção ocorre cinco semanas antes de eleições locais; ex-presidente Correa critica ação nas redes sociais

A líder esquerdista Luisa González foi presa pela Polícia Nacional do Equador na madrugada desta quinta-feira (22) em operação realizada na zona rural.
A Polícia Nacional do Equador prendeu a líder esquerdista Luisa González na madrugada desta quinta-feira (22) em Canuto, na zona rural da província de Manabí, onde cresceu. A operação foi realizada por agentes enviados diretamente da capital, Quito, segundo confirmou a divisão da polícia nessa jurisdição.
A detenção ocorre cinco semanas antes da realização de eleições locais no país. O Ministério Público equatoriano informou por meio de redes sociais que na madrugada desta quinta-feira executou, junto da polícia, três ordens de prisão para formular acusações à Justiça por lavagem de dinheiro nas províncias de Manabí e Pichincha, cuja capital é Quito, sem especificar se entre os detidos estava González.
González é investigada pelo Ministério Público por suposto financiamento irregular de suas campanhas eleitorais. No âmbito do caso conhecido como Labirinto, o órgão investiga “possíveis irregularidades no financiamento político e no gasto eleitoral em publicidade durante a campanha presidencial de 2023, por inconsistências nas contribuições e na origem lícita dos recursos”, informou.
Em decorrência das investigações, González foi inabilitada para ser candidata no pleito local, enquanto o Revolução Cidadã, partido dela e de Correa, foi suspenso em março pelo Tribunal Contencioso Eleitoral (TCE) a pedido do Ministério Público e impedido de participar das eleições.
No início deste ano, González foi acusada de envolvimento no denominado caso Caja Chica, no qual o Ministério Público atribui suposto crime de organização criminosa para lavagem de dinheiro, ao alegadamente ter financiado a campanha das eleições de 2023 com dinheiro em espécie vindo da Venezuela.
O ex-presidente Rafael Correa criticou a prisão em postagens no X. “Prenderam Luisa González. Já chega!”, afirmou. Em outras postagens, Correa chamou os responsáveis pela prisão de “palhaços” e “miseráveis”. “Não sobrou mais ninguém decente no sistema de Justiça? Será que está tudo tão podre assim?”, acusou.
Também no X, o ex-presidente colombiano Gustavo Petro (2022-2026), de orientação esquerdista, disse que o Equador se transformou em “uma verdadeira ditadura”.
Nas eleições de 2023, realizadas para definir quem completaria o mandato do então presidente Guillermo Lasso (que renunciou), e nas de 2025, González foi derrotada em segundo turno por Daniel Noboa.







