Homem abre fogo em Trappes e deixa um morto e quatro feridos na França

Suspeito foi detido em Coignières minutos após o ataque. Ministério do Interior classifica o incidente como terrorista.

Homem abre fogo em Trappes e deixa um morto e quatro feridos na França
Cenas do ataque a tiros em Trappes, na França, nesta sexta-feira. Foto: Reprodução/Redes sociais

Um homem abriu fogo contra pessoas em duas cidades no sudoeste de Paris nesta sexta-feira (23), matando uma pessoa e ferindo outras quatro.

Um homem abriu fogo contra pessoas em duas cidades no sudoeste de Paris nesta sexta-feira (23), matando uma pessoa e ferindo outras quatro.

O ataque ocorreu por volta das 10h30 em Trappes e La Verrière, conforme informado pelo primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu. Um homem disparou de dentro de um carro contra pedestres e foi detido pouco tempo depois em Coignières, cidade vizinha localizada a poucos quilômetros do local do incidente.

O ministro do Interior, Laurent Nuñez, classificou o ataque como terrorista. Segundo a prefeitura do departamento de Yvelines, o número de vítimas pode sofrer alterações, pois as equipes de socorro continuam atuando no caso.

A investigação foi assumida pela Procuradoria Nacional Antiterrorista da França (PNAT), órgão responsável por casos de suspeita ligação a organizações terroristas. A apuração avalia hipóteses de homicídio em conexão com organização terrorista, além de possíveis motivações raciais ou religiosas.

O prefeito de Trappes, Ali Rabeh, afirmou à emissora BFMTV que o homem “aparentemente disparava ao acaso e com vontade de provocar uma carnificina em vários bairros da cidade”.

O presidente da França, Emmanuel Macron, lamentou o ataque por meio de publicação no Facebook. “Nossos pensamentos estão com as vítimas, suas famílias e todos os moradores de Yvelines. Nesta terrível provação, a Nação se solidariza com eles”, escreveu Macron.

A PNAT é responsável por investigações envolvidos suspeitas de atividades terroristas ou que possam ameaçar a segurança nacional francesa. Os procedimentos incluem análise de motivações políticas, religiosas ou ideológicas do autor do incidente.