Senador questiona prorrogação do horário de votação e a classifica como sacanagem após derrota no pleito de domingo

Flávio Bolsonaro afirmou que não reconhece a vitória de Lula e pretende pedir a anulação da eleição presidencial após prorrogação do horário de votação
Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que não reconhece a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e que pretende pedir a anulação da eleição presidencial. O senador questiona o resultado apontando a prorrogação do horário de votação como motivo de contestação.
“Sacanagem” foi o termo utilizado por Bolsonaro para classificar a extensão do período de votação. A declaração abre nova frente de disputa política após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmar a reeleição de Lula.
O horário de votação foi estendido até as 19h por decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), após pedidos relacionados a dificuldades de transporte público e acesso de eleitores às seções eleitorais.
A medida foi alvo de críticas de aliados de Bolsonaro. O coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), utilizou a expressão “golpe judiciário” ao criticar a decisão de Zanin. Aliados do candidato passaram a falar em interferência judicial e a sugerir irregularidades sem apresentar provas públicas que demonstrassem fraude no resultado.
Há um dado relevante na controvérsia: a própria campanha de Bolsonaro havia solicitado a extensão do horário em municípios de cinco estados, alegando problemas provocados por chuvas, alagamentos, bloqueios de vias e falta de energia. O pedido da campanha do senador tinha alcance geográfico diferente daquele apresentado pelo PT.
A apuração de domingo terminou com Lula vencedor após virada na contagem de votos. O petista começou atrás, foi ultrapassado por Bolsonaro durante parte da noite e recuperou a liderança até a confirmação matemática do resultado. O TSE confirmou a reeleição para o quarto mandato presidencial de Lula.
A contestação do resultado por Bolsonaro reforça preocupações de que a divulgação do resultado das urnas poderá ser seguida por uma disputa política e judicial sobre a legitimidade do processo eleitoral. Cabe ao TSE analisar eventuais pedidos de revisão ou anulação apresentados pelos candidatos, conforme regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral.







