Pela primeira vez na história, candidato que chegou ao 2º turno em segundo lugar venceu a disputa presidencial

Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito presidente com 51,7% dos votos válidos contra 48,2% de Flávio Bolsonaro, com mais de 99,8% das urnas apuradas
Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito presidente do Brasil com 51,7% dos votos válidos, contra 48,2% de Flávio Bolsonaro, segundo apuração com mais de 99,8% das urnas. O eleito cumpirá seu 4º mandato a partir de 1º de janeiro de 2027.
Pela primeira vez na história das eleições presidenciais brasileiras, o candidato que chegou ao 2º turno em segundo lugar virou a disputa e conquistou a vitória no domingo, 25 de outubro.
A eleição foi marcada por intervenções judiciais durante o processo de votação. Ambas as campanhas solicitaram prorrogação de duas horas: a de Lula argumentou problemas com ônibus na Bahia e em outros nove estados; a de Flávio Bolsonaro citou chuvas em cidades de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, incluindo Curitiba e Guaratuba.
O Tribunal Superior Eleitoral abriu a apuração às 17h, mas precisou interromper o processo quando o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, determinou a prorrogação em todo o país. A contagem de votos ficou paralisada por quase duas horas até que Zanin recuasse e limitasse a decisão apenas às seções ainda abertas, com aval do TSE.
Segundo análise de comentarista político, a decisão foi descrita como polêmica e atípica. Em 2022, quando relatos similares foram registrados, o TSE preferiu não prorrogar nada. A intervenção judicial transfere a definição do resultado da esfera política para a esfera do Judiciário, abrindo margem para questionamentos futuros e possível perda de credibilidade do processo junto ao eleitor.
O Congresso que Lula enfrentará é composto pela oposição: 303 deputados do campo da direita, de acordo com levantamento da Folha, e 49 senadores, segundo o Poder360. Com essa composição, a oposição dispõe de votos para aprovar leis ordinárias sozinha.







