Presidente da Casa afirma que não pautará impeachment de ministros do STF e rejeita candidatura do PL para o cargo

Presidente do Senado afirmou ter votos para se reeleger e disse que não pretende pautar impeachment de ministros do STF, especialmente de Alexandre de Moraes.
O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), informou a interlocutores dispor de pelo menos 48 votos para sua reeleição em 2026. De acordo com ele, é possível “bater chapa” contra qualquer candidato do PL, especialmente após a vitória eleitoral do presidente Lula.
Alcolumbre reafirmou que não pretende pautar o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), em especial de Alexandre de Moraes, de quem mantém proximidade política. O presidente da Casa sinalizou ainda intenção de defender a nomeação do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco para o STF ainda neste ano, após Pacheco ter assumido vaga no Tribunal de Contas da União.
Segundo informações políticas, a ida de Pacheco ao STF seria resultado de uma combinação entre Alcolumbre e o governo para pautar a PEC 6×1 entre o primeiro e o segundo turno da eleição presidencial. A medida foi aprovada e contribuiu para a reeleição do presidente Lula.
A contagem de votos de Alcolumbre foi feita mesmo com o PL possuindo a maior bancada na Câmara Alta a partir de fevereiro, com 29 senadores. O partido planeja disputar a presidência do Senado com o senador Rogério Marinho (RN), coordenador da campanha derrotada de Flávio Bolsonaro à presidência da República.
Um fator considerado favorável a Alcolumbre é o interesse dos partidos do Centrão em limitar o poder do PL nas próximas eleições legislativas. Representantes do União Brasil, PP, Republicanos, MDB, PSDB-Cidadania, Podemos, PSD e Solidariedade convergiram, em nota divulgada após reunião no dia 14 de outubro, em torno da continuidade de Hugo Motta (Republicanos-PB) na presidência da Câmara dos Deputados.
Em 2025, o bloco articulado apoiou Motta com 444 votos, em coalizão envolvendo 17 partidos, entre eles PT e PL. O apoio político de Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro de Jair Bolsonaro e presidente do PP, ao deputado paraibano está condicionado, entre outros fatores, à manutenção de Motta no cargo na próxima legislatura.







