México, China e Chile impõem restrições a produtos avícolas brasileiros após confirmação de foco em granja de Nova Itaberaba

Confirmação de foco da doença de Newcastle em granja de perus em Nova Itaberaba, Santa Catarina, desencadeia restrições às exportações brasileiras de produtos avícolas.
A confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma granja comercial de perus em Nova Itaberaba, Santa Catarina, desencadeou restrições internacionais às exportações brasileiras de produtos avícolas.
Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o estabelecimento afetado abriga aproximadamente 6 mil perus, que permaneceram na propriedade após a identificação do foco. As medidas sanitárias anunciadas incluem a eliminação do foco por meio da depopulação das aves, seguida de limpeza e desinfecção das instalações.
O governo informou que aproximadamente 133 propriedades da região serão monitoradas pelas autoridades veterinárias como ação preventiva de novos casos da doença.
A repercussão ultrapassou as fronteiras brasileiras nesta terça-feira (26). O México suspendeu a importação de determinados produtos avícolas de todo o Brasil. China e Chile adotaram restrições específicas para produtos provenientes de Santa Catarina.
A Sinergia Animal chama a atenção para uma dimensão frequentemente negligenciada nas crises sanitárias: o destino dos animais envolvidos e a responsabilidade das empresas na prevenção de doenças e na garantia de seu bem-estar.
“Quando uma doença atinge a produção animal, os prejuízos econômicos rapidamente se tornam notícia. Mas o que acontece com os animais? Estamos falando de aproximadamente 6 mil perus em uma propriedade onde as autoridades anunciaram medidas de depopulação. Não basta discutir como proteger as exportações. É preciso questionar quais medidas estão sendo adotadas para prevenir novos episódios e reduzir o sofrimento durante as ações de controle. Biosseguridade e bem-estar animal precisam fazer parte da solução.”
A organização defende que a crise sanitária não pode ser discutida apenas em termos de prejuízos econômicos e enfatiza a necessidade de ampliar o debate sobre as consequências das emergências sanitárias na produção animal.






