Milho cai em Chicago após abrir em alta nesta quinta-feira

Contratos futuros inverteram ganhos e operaram em queda. Mercado avalia oferta elevada nos EUA e comportamento das exportações americanas.

Milho cai em Chicago após abrir em alta nesta quinta-feira
Bolsa de Chicago: milho recua após ganhos iniciais na quinta-feira

Os preços futuros do milho inverteram ganhos e passaram a operar em queda na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (5), em sessão marcada por incertezas sobre oferta americana.

Os preços futuros do milho inverteram os ganhos registrados na abertura e passaram a operar em queda na Bolsa de Chicago (CBOT) na tarde desta quinta-feira (5), em sessão marcada por incertezas sobre oferta e demanda internacional.

Por volta das 13h41 (horário de Brasília), o contrato dezembro/26 do milho era negociado a US$ 4,4125 por bushel em Chicago, com queda de 3,00 cents, equivalente a 0,67%. O março/27 recuava 2,25 cents, para US$ 4,5600, enquanto o maio/27 perdia 2,00 cents, cotado a US$ 4,6450. O julho/27 apresentava baixa de 1,50 cent, negociado a US$ 4,7200 por bushel.

Na Bolsa Brasileira (B3), os vencimentos mais longos também apresentavam desvalorizações, com recuos de até 0,80% conforme acompanhado durante a sessão.

A movimentação representou uma mudança importante em relação ao início da sessão. Pela manhã, o dezembro/26 chegou a ser negociado a US$ 4,4775 por bushel, com valorização de 0,79%. Desde então, o vencimento devolveu os ganhos e voltou a trabalhar próximo dos US$ 4,40. A pressão ocorreu depois de uma quarta-feira (4) em que Chicago havia interrompido duas sessões consecutivas de perdas, com o dezembro/26 encerrando a US$ 4,4450 por bushel.

As expectativas de produção elevada nos Estados Unidos permanecem entre os principais fatores acompanhados pelos operadores. A StoneX elevou sua projeção de produtividade do milho norte-americano para 183,1 bushels por acre, acima dos 181,2 bushels estimados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em outubro. Com a revisão, a consultoria passou a projetar produção de aproximadamente 16,2 bilhões de bushels para a temporada 2026/27.

No campo, a colheita americana alcançou 74% da área cultivada até 1º de novembro, avanço de 14 pontos percentuais em uma semana, embora ainda abaixo da média histórica de 77%. O próximo relatório de oferta e demanda do USDA está previsto para 10 de novembro, data que os operadores acompanham de perto para sinais sobre a safra americana.

Do lado da demanda, o mercado continua monitorando o ritmo das exportações americanas de milho, que influenciam diretamente as cotações internacionais e a dinâmica de oferta global do cereal.