Ministério Público ordena prisão de ex-presidente do Paraguai após impeachment

Santiago Peña foi destituído por votação unânime no Senado ligada ao colapso do Banco Ueno, que gerou crise financeira e política no país

Ministério Público ordena prisão de ex-presidente do Paraguai após impeachment
Santiago Peña foi destituído nesta sexta-feira (6 de novembro) Foto: Esmael Morais

Ex-presidente do Paraguai Santiago Peña teve prisão ordenada pelo Ministério Público nesta sexta-feira após ser destituído pelo Senado por unanimidade

O ex-presidente do Paraguai Santiago Peña teve ordem de prisão expedida pelo Ministério Público nesta sexta-feira (6 de novembro de 2026), horas após ser destituído pelo Senado paraguaio. Conforme informações da imprensa paraguaia, a Polícia Nacional se deslocou à residência de Peña para cumprir o mandado judicial, e o ex-mandatário foi notificado da ordem de detenção.

A ordem foi emitida no âmbito da investigação sobre suposta lesão de confiança e outros crimes relacionados ao escândalo do Banco Ueno, instituição financeira cujo colapso provocou prejuízos significativos, bloqueio de depósitos e uma grave crise política no país.

A destituição de Peña ocorreu em votação no Senado, que aprovou seu afastamento com 44 votos dos 44 senadores presentes. O julgamento político foi motivado por acusações de mau desempenho das funções públicas relacionadas à crise do Banco Ueno. Com a condenação no processo de impeachment, Peña perdeu o direito de ocupar cadeira vitalícia no Senado, prerrogativa constitucional concedida aos ex-presidentes eleitos democraticamente, e deixou de contar com a imunidade parlamentar associada a essa condição.

O vice-presidente Pedro Alliana assumiu a Presidência da República para completar o mandato, previsto para terminar em agosto de 2028. A posse ocorreu na mesma sexta-feira em que a ordem de prisão contra Peña foi expedida.

A ordem de detenção foi formalizada na Nota nº 97, de 6 de novembro, vinculada à Causa nº 92/2026, identificada como Santiago Peña por lesão de confiança e outros fatos puníveis. Os promotores assinaram a determinação de prisão domiciliar, conforme comunicado oficial do Ministério Público paraguaio. Peña permanece à disposição das autoridades enquanto a investigação continua em curso.