A campeã do Masters Olympia compartilha suas impressões sobre a cultura japonesa e sua trajetória no fisiculturismo.

A fisiculturista Nana Silva compartilha suas experiências no Japão durante o Masters Olympia, destacando a cultura local e sua conquista.
A jornada de uma campeã
A conquista do Masters Olympia em Tóquio, no Japão, não foi apenas uma vitória para Nana Silva, mas uma experiência transformadora que a atleta deseja compartilhar. A campeã da categoria Women’s Physique narra suas impressões sobre a cultura japonesa e a preparação para a competição que se tornou um marco na sua carreira.
A Cultura Japonese e o Desafio da Viagem
A viagem para o Japão foi um verdadeiro desafio logístico. Com quase três dias de deslocamento, Nana partiu do Brasil numa sexta-feira e chegou ao seu destino no domingo à noite. A diferença cultural foi um dos aspectos que mais a impressionou. “Os japoneses são muito educados. Você não vê lixo na rua, a cultura deles é diferente”, comenta, refletindo sobre as normas sociais que a surpreenderam. Uma das tradições que ela destacou foi a necessidade de tirar os sapatos ao entrar nas casas e a proibição de filmar em academias.
Alimentação e Preparação
Outro aspecto fundamental da experiência foi a alimentação durante sua preparação. Nana fez seu “carb-up” com arroz, peixe e abacaxi, o que demonstra a adaptação de um fisiculturista às opções locais. Essa fase é crucial para a performance, pois visa maximizar o glicogênio muscular antes da competição.
O Backstage e a Competição
Nana também fez comparações entre o backstage no Brasil e no Japão. “Aqui [no Brasil], muitos atletas reclamam do ‘backstage’, mas lá não tem nem água para os participantes. Cada um leva o que vai consumir e cuida do próprio lixo”, observa. Essa diferença reflete não apenas a organização do evento, mas também a disciplina dos competidores japoneses.
A Conquista e a Emoção da Vitória
Quando seu nome foi anunciado como campeã, Nana não compreendeu imediatamente a magnitude do que havia conquistado. “O apresentador falou em japonês e eu nem entendi. Só percebi quando o diretor de palco me disse que eu havia ganhado”, recorda, emocionada. Essa vitória é um marco na sua trajetória, especialmente considerando suas origens e o caminho percorrido até ali.
Olhando para o Futuro
Com planos para a próxima temporada, Nana Silva já estabelece suas metas. Após competir no Olympia tradicional e conquistar a sétima posição, seu objetivo é figurar entre as cinco melhores do mundo em 2026. A determinação e a experiência adquirida no Japão certamente servirão como combustível para sua preparação futura.
A trajetória de Nana não é apenas sobre vitórias, mas sobre a superação de desafios e a celebração da cultura que a acolheu em um momento tão importante de sua vida.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Divulgação





