Mendoza denuncia pais que não vacinam

Medidas legais rigorosas visam combater o ressurgimento de doenças na Argentina.

Mendoza denuncia 15 pais por não vacinarem os filhos, após ressurgimento de doenças como sarampo e coqueluche.

A província de Mendoza, na Argentina, enfrenta um sério desafio de saúde pública ao recorrer à Justiça para denunciar 15 pais que se recusaram a vacinar seus filhos. Esta ação surge em resposta ao ressurgimento de doenças que, até recentemente, eram consideradas extintas no país, incluindo o sarampo e a coqueluche.

O Contexto da Vacinação na Argentina

A vacinação é um direito garantido por lei na Argentina, abrangendo desde a gravidez até a infância, com doses gratuitas disponibilizadas até os 11 anos e reforços ao longo da vida. Entretanto, as taxas de vacinação têm demonstrado uma preocupante queda. Desde 2024, nenhuma das vacinas obrigatórias alcançou a meta recomendada de 95%, e algumas sofreram uma redução drástica, caindo para níveis alarmantes. O ministro da Saúde provincial, Rodolfo Montero, enfatiza que a vacinação é uma responsabilidade coletiva e que a recusa em vacinar não afeta apenas o indivíduo, mas coloca em risco toda a comunidade.

Detalhes da Denúncia

Os 15 pais intimados deverão comparecer a uma audiência onde receberão informações sobre a importância da vacinação. Eles terão um prazo de 30 dias para vacinar os filhos, sob pena de enfrentarem sanções que incluem trabalho comunitário, multas que podem chegar a até 230 dólares (aproximadamente 1.250 reais) e até cinco dias de detenção. O governo local está determinado a intensificar essas ações e promete que mais processos judiciais serão iniciados contra aqueles que resistem à vacinação.

Impactos e Repercussões

Com o aumento dos casos de sarampo e coqueluche, que resultaram em cerca de 700 infecções e sete mortes de crianças em 2025, a situação se torna ainda mais crítica. Mendoza, que já possui uma taxa de vacinação de cerca de 85%, ainda está longe da meta nacional de 95%. A ação judicial é uma tentativa de reverter essa tendência negativa e garantir que as crianças estejam protegidas contra doenças que podem ser prevenidas por vacinas.

A resolução publicada em agosto, que endureceu as punições para a recusa de vacinação, já começou a mostrar resultados, com alguns dos primeiros denunciados já tendo cumprido as imunizações necessárias. A estratégia de notificação aos pais sobre visitas de equipes de vacinação às escolas, que anteriormente resultava em altos níveis de absenteísmo, foi adaptada para monitorar as recusas à vacinação, sendo essa a base para as denúncias atuais.

À medida que a província avança nessa abordagem, o governo argentino espera que outras regiões sigam o exemplo, priorizando a saúde pública e garantindo que as crianças estejam protegidas contra doenças evitáveis.