Venezuela critica bloqueio de petroleiros por Trump como irracional

Governo de Caracas denuncia sanção como ameaça às riquezas nacionais.

A Venezuela classifica o bloqueio a petroleiros como uma ameaça às suas riquezas.

A Venezuela reagiu com firmeza ao bloqueio de petroleiros anunciado na última terça-feira (16) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O governo venezuelano classificou a medida como “irracional” e uma “ameaça grotesca” às suas riquezas. Em comunicado oficial, a administração de Caracas denunciou que o bloqueio tem como objetivo roubar os recursos naturais do país.

Aumento das tensões entre EUA e Venezuela

A declaração de Trump, que afirmou que a Venezuela está “completamente cercada” por forças navais americanas, marca um novo capítulo nas tensões entre as duas nações. A ação impede o trânsito de navios que não sejam da Chevron, a única empresa autorizada a operar na região sob a supervisão de Washington. Mesmo com as sanções que afetam a indústria petrolífera venezuelana, a Chevron mantém operações no país, uma decisão que foi mantida pela administração de Joe Biden para tentar controlar os preços da gasolina nos EUA.

Impacto econômico e resposta venezuelana

A crise econômica na Venezuela, já debilitada por anos de sanções e má gestão, se agrava com essa nova medida. Em 11 de dezembro, um petroleiro com bandeira guianense foi capturado no Caribe enquanto se dirigia ao Irã, que também enfrenta sanções. Essa ação resultou na paralisação de pelo menos 11 milhões de barris de petróleo que estão atualmente retidos em navios na costa da Venezuela, aumentando a pressão sobre a economia local.

Repercussões e o futuro do setor petrolífero

As exportações de petróleo são vitais para a economia venezuelana, que possui uma das maiores reservas do mundo. O bloqueio não apenas afeta a capacidade do país de gerar receita, mas também intensifica a crise humanitária e econômica que já afeta milhões de venezuelanos. O governo de Maduro, agora mais isolado do que nunca, se vê em uma posição difícil para lidar com as consequências desse bloqueio, que pode prolongar ainda mais a situação de calamidade no país.