Forças ocultas e mudanças nas regras do Santos Dumont em 2025

Eduardo Paes critica atuação da Anac e defende Galeão.

Forças ocultas e mudanças nas regras do Santos Dumont em 2025
Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Foto: Reuters

Eduardo Paes denuncia 'forças ocultas' na Anac que podem alterar regras do Santos Dumont.

O cenário aéreo no Rio de Janeiro está em meio a uma polêmica crescente. O prefeito Eduardo Paes, do PSD, fez acusações contundentes sobre a atuação de “forças ocultas” na Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), as quais, segundo ele, podem estar tentando modificar as regras que limitam o número de voos no Aeroporto Santos Dumont. Essa situação, de acordo com Paes, não apenas prejudica a política de voos, mas também ameaça o desenvolvimento econômico da cidade e do Brasil.

O Aeroporto Santos Dumont e suas Restrições

Desde outubro de 2023, o Santos Dumont já estava enfrentando cortes em sua capacidade de operação, com uma limitação imposta pela Secretaria Nacional de Aviação Civil. Essa diretriz estabelece um teto de 10 milhões de passageiros para o ano de 2023, o que representa uma significativa redução em relação ao que o aeroporto poderia atender. Além disso, a partir de 2024, o Santos Dumont só poderá operar voos dentro de um raio de 400 quilômetros, o que limita ainda mais suas operações.

As Implicações para o Galeão

Paes destacou que a diminuição das operações no Santos Dumont favoreceu o Aeroporto Internacional do Galeão, que registrou um aumento de 35% no número de passageiros em comparação a 2022. Para o prefeito, essa mudança é essencial para garantir que o Galeão se mantenha como um hub de voos, especialmente com a relicitação prevista para março de 2026, que foi apoiada por esforços do governo federal.

Críticas à Anac e ao TCU

Em seu post, Paes expressou preocupação com uma convocação de última hora feita pela Anac para as companhias aéreas, onde se discutiria a possível flexibilização das regras atuais. Ele classificou essa movimentação como “absurda” e criticou o uso de um acordo do TCU (Tribunal de Contas da União) para justificar essa mudança, argumentando que o objetivo do acordo era proteger a política pública que beneficia o Galeão.

A Resposta do Governo Federal

No final de sua declaração, o prefeito fez questão de ressaltar que acredita que o governo federal, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro Silvio Costa Filho, não permitirá que interesses obscuros comprometam a conquista de um acordo que é vital para o desenvolvimento do aeroporto e da aviação civil no Brasil.

A posição de Paes reflete uma preocupação mais ampla sobre como as decisões no setor de aviação podem impactar a economia local e nacional. A expectativa agora é que o governo e a Anac se posicionem claramente sobre essas alegações e sobre o futuro das operações no Santos Dumont.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: Reuters